Adolescente suspeita de envolvimento na morte do pai e outros dois morrem em confronto com a polícia em MS
Suspeitos foram baleados durante cumprimento de mandado em Nova Andradina; operação investiga dois homicídios registrados em Batayporã.

Três suspeitos de integrar o Comando Vermelho (CV), entre eles uma adolescente investigada por suspeita de participação no assassinato do próprio pai, morreram após um confronto com policiais civis na manhã desta quinta-feira (15), em Nova Andradina, no sudeste de Mato Grosso do Sul.
Segundo a Polícia Civil, os três estavam armados e teriam apontado as armas na direção dos policiais durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Eles foram baleados, socorridos e encaminhados ao hospital, mas não resistiram aos ferimentos.
A ação ocorreu durante a operação Descarrilho, que investiga a atuação de uma organização criminosa e a possível participação de integrantes do Comando Vermelho em dois homicídios registrados em Batayporã, nos dias 29 de setembro e 5 de outubro.
Ao todo, a operação prevê o cumprimento de seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão nos municípios de Batayporã, Nova Andradina e Bataguassu. Até o momento, a Polícia Civil não informou quantas prisões foram realizadas.
Adolescente era investigada por suspeita de participação na morte do pai
De acordo com a investigação, a adolescente morta durante a ação era suspeita de participar da articulação do assassinato do próprio pai, Gilson Santana dos Santos, ocorrido em 29 de setembro deste ano.
A polícia também apurava se ela exercia influência nas decisões do grupo criminoso que atua na região.
Os outros dois suspeitos mortos eram conhecidos pelos apelidos de Tio Baby e Juquinha. A Polícia Civil investiga a participação de cada um nos homicídios.
Conforme os levantamentos policiais, suspeitos de envolvimento nos crimes estariam escondidos na residência ocupada pela adolescente, em Nova Andradina. A polícia também suspeitava que o imóvel abrigasse armas e uma motocicleta possivelmente utilizadas nos assassinatos.
Como ocorreu o confronto
Equipes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Garras) chegaram ao imóvel, localizado na Rua Batayporã, no bairro São Vicente de Paulo, por volta das 6h, para cumprir um mandado judicial.
Segundo o registro policial, Tio Baby estava com uma pistola calibre 9 milímetros. Ainda conforme a ocorrência, ele teria recebido ordem para largar a arma, mas não obedeceu e apontou o armamento na direção dos agentes, que reagiram.
Durante a entrada nos demais cômodos da residência, os policiais encontraram Juquinha e a adolescente em um dos quartos, também com armas de fogo. De acordo com a versão policial, os dois teriam apontado os armamentos na direção da equipe, que realizou novos disparos.
Os três foram atingidos. Após o confronto, os policiais constataram que eles ainda apresentavam sinais vitais, prestaram socorro e os encaminharam ao hospital, onde as mortes foram confirmadas.
A Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia no local e contribuir para o esclarecimento das circunstâncias da ocorrência.
Armas, munições e motocicleta foram apreendidas
Durante a operação, os policiais apreenderam três armas de fogo:
- Uma pistola Taurus G2C, calibre 9 mm;
- Um revólver Smith & Wesson, calibre .32;
- Um revólver Taurus, calibre .38.
Também foram recolhidas 22 munições, incluindo uma deflagrada, e uma motocicleta. Segundo a investigação, o veículo pode ter sido utilizado no assassinato de Gilson Santana dos Santos e será analisado no decorrer das apurações.
Operação investiga dois homicídios em Batayporã
A operação Descarrilho busca esclarecer os assassinatos de Gilson Santana dos Santos, ocorrido em 29 de setembro, e de Natalício Rodrigues dos Santos, conhecido como Pebinha, morto em 5 de outubro. Ambos os crimes foram registrados em Batayporã.
A Polícia Civil investiga se os homicídios foram cometidos por integrantes do Comando Vermelho e busca identificar os responsáveis pela execução, pelo planejamento e por uma possível ordem para as mortes.
A ação conta com equipes de diferentes unidades da Polícia Civil, incluindo Garras, Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e equipes de investigação de Nova Andradina e Bataguassu. Policiais militares e uma equipe de apoio aéreo também participam da operação.
As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias dos homicídios e a participação de cada suspeito.
