Prefeito de Bandeirantes é cassado por crimes contra a administração pública

Vereadoresvotaram a favor da cassação de Álvaro Urt por peculato, fraude em licitação e corrupção. Álvaro afirmou que vai recorrer e que a cassação se trata de uma decisão política a 45 dias da eleição municipal.

29/09/2020 às 14:59 | da Redação, com CGNews

O prefeito de Bandeirantes, Álvaro Urt (DEM), foi cassado do cargo durante sessão extraordinária realizada nesta terça-feira (29) por ser investigado no cometimento de três crimes contra a administração pública. Ele era investigado por crimes de peculato, fraude em licitação, falsidade e corrupção.

Álvaro Urt é candidato à reeleição. Em junho deste ano, o prefeito foi alvo da Operação Sucata Preciosa, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) e do Batalhão de Choque de Operações Especiais (Bope).

A investigação do Ministério Público apontou que tratava-se de celebração de contratos com empresas privadas para manutenção de veículos da frota municipal, onde foi apurada a emissão de notas “frias”, já que serviços não teriam sido prestados, com parte da frota sucateada nos pátios das Secretarias de Obras e Saúde.

Foram alvo de busca a sede da prefeitura, as Secretarias de Obras, Educação e Saúde, a residência de servidores e ex-servidores.

Antes da Câmara de Bandeirantes decidir cassar o mandato da Álvaro Urt (DEM) nesta manhã, o prefeito se defendeu argumentando ser inexperiente na gestão pública e apelando para que vereadores permitisse que ele fosse julgado nas urnas. “Deem a oportunidade para que o eleitor faça esse julgamento, no dia 15”, finalizou a defesa durante a sessão do Legislativo. (Confira na página da Câmara a transmissão da sessão)

A decisão dos vereadores complica a candidatura de Urt à reeleição. Se por algum outro motivo a cassação não for derrubada, o mandatário fica inelegível. 

O vice-prefeito Luiz de Sousa Meira assume o cargo de chefe do Executivo até o fim deste ano. Álvaro Urt afirmou que vai recorrer da cassação, e que o caso se trata de uma decisão política a 45 dias da eleição municipal.

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