Polícia Civil prende fazendeiro e leiloeiro por suspeita de venda de gado furtado em Rio Negro

Não havia nota fiscal e gado foi remarcado.

08/12/2020 às 09:37 | do Idest, JWC

Dois homens de 46 e 59 anos foram presos em flagrante por furto de gado – abigeato –  e receptação, além de associação criminosa. O crime foi descoberto em um leilão na cidade de Rio Negro, no último sábado (05).

Conforme divulgação da Polícia Civil, após receberam a informação de que em leilão realizado em Rio Negro havia um lote de gado proveniente de furto, o qual após ser remarcado estava sendo leiloado, uma equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestros (Garras) se deslocou até o município e, com apoio das Delegacias de Rio Negro e Camapuã, se dirigiram até a sede da Leiloeira.

No local foi possível constatar que o suspeito, de 59 anos, havia levado um lote de 34 bovinos à venda no leilão, e que na nota fiscal e na Guia de Transporte de Animais - GTA apresentadas e recebida pelo responsável pelo Leilão, o conduzido de 46 anos, constavam apenas 15 vacas, animais totalmente diversos dos apresentados.

O responsável pelo Leilão teria recebido 19 animais a mais do que constava na nota.

Em seu interrogatório o suspeito, de 46 anos, admitiu ter subtraído os bovinos da vítima, enquanto que o conduzido responsável pelo Leilão recebeu bovinos que nas condições apresentadas deveria saber ser produto de crime, já que foram entregues sem a devida nota fiscal, documentação a qual o flagrado, conforme interrogatório, tinha ciência de ser essencial para realizar a comercialização dos animais. Além do fato dos animais estarem com marcação sobrepostas recentes.

Os dois foram autuados em flagrante delito pela prática dos crimes de Associação Criminosa, Furto Qualificado e Receptação Qualificada, outrossim foi verificado que o homem de 59 anos possui antecedentes, inclusive já havia sido autuado pela prática do crime de Abigeato com o mesmo modus operandi, ou seja, foi localizado em sua propriedade, bovinos remarcados, e posteriormente verificaram que tais animais haviam sido subtraídos e arrendatários de sua propriedade rural.

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