Presidente do Sindicato Rural de São Gabriel avalia positivamente Plano Safra 2020/2021

Para Vilson Brusamarello, o novo plano teve uma avaliação positiva e proporciona maior segurança para o produtor.

31/07/2020 às 13:12 | do Idest, JWC

Em vigor desde o início do mês de julho, o Plano Safra 2020/2021 conta com um montante de mais de R$ 236 bilhões em crédito para apoiar a produção agropecuária no Brasil, e traz modificações em relação ao plano do ano anterior.

Para o presidente do Sindicato Rural de São Gabriel do Oeste, Vilson Brusamarello, o novo plano teve uma avaliação positiva e proporciona maior segurança para o produtor. “As medidas atendem todos os setores de nossa atividade, tanto na garantia com preço mínimo, quanto no repasse de recurso com achatamento dos juros, isso é muito importante. É um plano novo, bem atualizado e que atende quase 100% das demandas”, destacou Vilson.

Entre as várias alterações em relação ao plano anterior, o presidente do Sindicato Rural de São Gabriel do Oeste destaca algumas, como por exemplo, coibir a exigência de reciprocidade dos bancos, combater a venda casada, proibir a cobrança de tarifa para estudo de projetos e redução de taxa de juros das principais linhas de crédito disponíveis, além de investimentos em programas como  o Programa para Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC) que é a principal linha para financiamento de técnicas sustentáveis, e terá R$ 2,5 bilhões em recursos com taxa de juros de 6% ao ano, uma ampliação de R$ 400 milhões sobre o ano passado.

“Todas medidas que trazem um grande avanço e facilita a vida do agricultor”, disse Vilson, destacando também Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. “Outra demanda que trabalhávamos há mais de dez anos, porque existia uma disparidade muito grande. Segundo a ministra Tereza Cristina, a subvenção pode chegar até a 75%, garantindo um orçamento de R$ 1,6 bilhão para o seguro”.

A garantia de preços mínimos é outra medida elogiada pelo presidente do Sindicato Rural de São Gabriel do Oeste, considerando os constantes reajustes dos preços de insumos.

Agricultura familiar

Para Vilson, uma atenção maior para a agricultura familiar é o grande destaque do Plano Safra, pois, o setor é o maior responsável pela produção dos alimentos consumidos país. Do total do Plano Safra, os pequenos produtores rurais terão R$ 33 bilhões para financiamento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 2,75% e 4% ao ano para custeio e comercialização. 

No programa deste ano, os agricultores familiares poderão continuar usando o crédito para financiar e reformar casas rurais, no valor de R$ 500 milhões, o mesmo do ano passado. Além disso, a ministra Tereza Cristina disse que estão sendo estudadas parcerias com a Caixa Econômica Federal para abertura de novas linhas habitacionais para os produtores rurais. No Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF), o bônus de desconto será elevado para as operações de custeio e de investimento. Nos investimentos coletivos para atividades de suinocultura, avicultura, aquicultura, carcinicultura (criação de crustáceos) e fruticultura, o limite por beneficiário foi ampliado.

“Nós do agronegócio ganhamos muito com essa iniciativa da ministra Tereza Cristina, porque ela sabe da importância que tem na economia do país”, encerrou Vilson.

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