Sicredi debate bem-estar financeiro e impacto do cooperativismo no desenvolvimento da sociedade

Encontro nacional reuniu mais de 60 jornalistas e formadores de opinião para discutir educação financeira, apoio aos empreendedores e os benefícios do modelo cooperativo.

Publicado em 19/10/2026 às 12:08 - do Idest, com Borsari Comunicação - Em Economia

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(Divulgação Sicredi)

O impacto do cooperativismo de crédito na economia, na educação financeira e na qualidade de vida da população foi tema do 11º Encontro Nacional com Jornalistas e Formadores de Opinião promovido pelo Sicredi. Realizado no Centro Administrativo da instituição, o evento reuniu mais de 60 profissionais de todo o país em alusão ao Dia Internacional das Cooperativas de Crédito.

A programação destacou como o modelo cooperativo pode contribuir para o bem-estar financeiro dos associados, apoiar empreendedores e estimular o desenvolvimento das comunidades. Entre os assuntos abordados estiveram o acesso aos serviços financeiros, a orientação para o uso consciente do dinheiro e a importância do relacionamento próximo entre as cooperativas e seus associados.

Cooperativismo e benefícios econômicos

Na abertura do encontro, César Bochi, diretor-presidente do Banco Cooperativo Sicredi, apresentou um panorama do cooperativismo de crédito no Brasil. Segundo os dados apresentados, o setor reúne mais de 21 milhões de associados no país, e em mais de mil municípios as cooperativas de crédito são a única instituição financeira presente.

Bochi destacou que, nesse modelo, o associado também é dono do negócio, e a atuação da instituição busca atender às necessidades dos próprios participantes.

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(Foto: Divulgação Sicredi)

Em 2025, o Sicredi registrou resultado líquido de R$ 7,5 bilhões e distribuiu R$ 1,84 bilhão em sobras aos associados. Já o Índice de Benefício Econômico do Sicredi (BES) apontou economia média de R$ 3,1 mil por associado, totalizando R$ 31,1 bilhões.

O executivo também ressaltou a importância do relacionamento próximo com os associados. Enquanto parte do mercado financeiro reduz sua presença física, o Sicredi informou que alcançou, em 2026, a marca de 3,1 mil agências e mais de 10,5 milhões de associados.

Educação financeira e bem-estar

A cofundadora da Nossa, escola para planejadores financeiros independentes, Vivian Rodrigues Magalhães, abordou o conceito de bem-estar financeiro durante o encontro.

Segundo a especialista, esse estado envolve conseguir administrar compromissos financeiros com tranquilidade, lidar com imprevistos, buscar objetivos pessoais e manter satisfação com a própria vida financeira.

Vivian ressaltou que o tema não se limita aos números e precisa considerar as condições sociais e emocionais de cada pessoa.

“Não é possível falar de bem-estar financeiro sem considerar o cenário em que a pessoa vive. Em um país desigual, contextos de escassez alteram diretamente a forma como o cérebro processa as tomadas de decisões, tornando o bem-estar financeiro uma jornada que envolve o panorama emocional, individual e coletivo de cada pessoa”, afirmou.

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(Foto: Divulgação Sicredi)

Cooperativismo no apoio aos empreendedores

O diretor-executivo de Crédito e Segmentos do Sicredi, Gustavo Freitas, apresentou dados sobre a relação entre cooperativas de crédito e empreendedorismo.

Segundo estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), de 2024, a variação de crescimento de empreendedores em municípios com cooperativas de crédito é 15,6% superior à registrada em localidades sem a presença dessas instituições.

No Sicredi, as micro, pequenas e médias empresas representam 89% da carteira de crédito, enquanto a média do mercado é de 48%. A instituição também informou que 28% das pequenas empresas brasileiras são associadas ao sistema.

Os números foram apresentados como indicadores da contribuição do cooperativismo para o financiamento das atividades empresariais e para o desenvolvimento econômico local.

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(Foto: Divulgação Sicredi)

Orientação financeira e impacto social

O superintendente de Cooperativismo do Sicredi, Rogério Machado, destacou a educação, a formação e a informação como princípios fundamentais do cooperativismo, com ênfase na educação financeira.

Durante o encontro, foram apresentados dados segundo os quais 51% da população adulta brasileira está inadimplente e 39% gasta mais do que ganha. Nesse contexto, o Sicredi informou ser a primeira instituição financeira do Brasil a mensurar o bem-estar financeiro de seus associados.

De acordo com os resultados apresentados, participantes de iniciativas de orientação financeira aumentaram seus investimentos, reduziram o risco de inadimplência e melhoraram o fluxo de caixa. Como resultado, um em cada cinco associados elevou oficialmente seu Índice de Bem-Estar Financeiro.

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(Foto: Divulgação Sicredi)

Além das ações voltadas aos associados, o Sicredi investiu mais de R$ 400 milhões em projetos sociais, educacionais e culturais no último ano, valor equivalente a uma média superior a R$ 1 milhão por dia.

Os dados apresentados durante o encontro reforçaram o papel da educação financeira e do cooperativismo como instrumentos de apoio aos associados, aos empreendedores e às comunidades.