Em MS, Ministro da Fazenda diz que juros altos são desafio para a economia e defende ação conjunta com setor privado

Dario Durigan participou de encontro empresarial e afirmou que Estado e iniciativa privada devem atuar juntos para enfrentar os desafios econômicos.

Publicado em 31/07/2026 às 13:15 - do Idest, com informações do Correio do Estado - Em Economia

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(Gerson Oliveira / Correio do Estado)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a economia brasileira vive um bom momento, mas apontou os juros elevados como um dos principais desafios ao desenvolvimento do país. Durante um evento com empresários em Campo Grande, ele defendeu uma atuação conjunta entre o governo federal e o setor privado para enfrentar o problema, nesta quinta-feira (30).

Durigan foi palestrante do evento “Encontro Empresarial - Reforma Tributária e o Futuro da Economia”, realizado na Casa da Indústria. Antes da palestra, ele citou como resultados positivos o baixo desemprego e a inflação, mas afirmou que a tributação brasileira é “ruim, caótica e difícil” e que a taxa de juros ainda representa um entrave ao desenvolvimento.

Estado e iniciativa privada

Para o ministro, o Estado deve ser “forte e eficiente”, ao mesmo tempo em que a iniciativa privada precisa ser fortalecida. Ele afirmou que o enfrentamento dos juros altos deve ocorrer dentro das competências do governo e do Banco Central (BC), com controle de gastos e manutenção das funções do Estado.

“Não há essa dicotomia entre uma coisa e outra, como não há dicotomia entre responsabilidade fiscal, responsabilidade social e ambiental. Temos que caminhar juntos, sob pena de a gente ter um país governado às metades, sob pena de a gente deixar fatias, setores da nossa sociedade para trás, este é o nosso compromisso”, acrescentou.

Durigan também destacou a importância da proximidade com o setor privado e produtivo, principalmente após os Estados Unidos aplicarem um novo tarifaço ao Brasil. Segundo ele, essa aproximação permite compreender as demandas e buscar soluções para manter empregos e ampliar investimentos.

Parceria entre União, estados e municípios

Durante o discurso, o ministro defendeu o chamado “federalismo de cooperação”. Segundo Durigan, o governo federal busca trabalhar em parceria com estados e municípios, independentemente de alinhamentos políticos.

Como exemplo, ele voltou a citar o refinanciamento de R$ 7,7 bilhões da dívida de Mato Grosso do Sul com a União por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados. A iniciativa prevê descontos nos juros e parcelamento do saldo das dívidas em até 30 anos, além da possibilidade de amortizações extraordinárias e da redução do valor das parcelas nos primeiros cinco anos.

O ministro afirmou que a medida amplia a capacidade de investimento do Estado em áreas como educação e segurança pública. Ele também mencionou contratos com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco do Brasil e com aval do Tesouro Nacional.

“Foram feitos pelo Governo do Estado e eu estou aqui para, de fato, ver esses avanços na infraestrutura, colher essa impressão das pessoas”, disse Durigan.