Ministério do Trabalho notifica empregadores sobre atraso no FGTS de trabalhadores domésticos

Empregadores notificados têm até 31 de outubro de 2025 para regularizar débitos do FGTS de trabalhadores domésticos, segundo o Ministério do Trabalho.

Publicado em 17/09/2025 às 15:15 - do Idest - Em Economia

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(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) iniciou nesta quarta-feira (17) o envio de notificações a 80.506 empregadores cadastrados sobre possíveis débitos no recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de trabalhadores domésticos em todo o país. O prazo para regularização voluntária vai até 31 de outubro de 2025.

Notificações são enviadas pelo Domicílio Eletrônico Trabalhista

De acordo com o MTE, as mensagens são encaminhadas pelo Domicílio Eletrônico Trabalhista (DET), plataforma oficial de comunicação da pasta. As notificações foram geradas a partir do cruzamento de dados do eSocial com guias registradas e pagas à Caixa Econômica Federal, indicando indícios de débitos no recolhimento do FGTS.

Ação orientativa e prazo para regularização

O ministério informou que a ação é, inicialmente, de caráter orientativo, com o objetivo de alertar os empregadores para possíveis irregularidades e incentivar a regularização espontânea até o fim de outubro de 2025. Após esse período, os casos não regularizados poderão ser alvo de notificação formal e levantamento oficial dos débitos.

Recomendações aos empregadores

O MTE recomenda que empregadores domésticos acompanhem regularmente as mensagens enviadas pelo DET para evitar perda de prazos e eventuais prejuízos legais e trabalhistas. O sistema centraliza a comunicação oficial, incluindo atos administrativos, procedimentos fiscais, intimações, notificações e decisões administrativas.

Dados nacionais e valores devidos

Segundo o MTE, os 80.506 empregadores notificados respondem por 154.063 postos de trabalho doméstico no Brasil, com um total de débitos no FGTS que ultrapassa R$ 375 milhões. O estado de São Paulo lidera em números absolutos, com 26.588 empregadores, 53.072 trabalhadores e uma dívida de R$ 135 milhões. Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia também concentram valores elevados, enquanto Roraima, Amapá e Acre registram os menores volumes de débitos, inferiores a R$ 1 milhão.