Rota Bioceânica pode transformar MS em centro de distribuição de mercadorias no Brasil
Integração logística com países sul-americanos e mercados asiáticos pode ampliar oportunidades comerciais; harmonização dos procedimentos aduaneiros é apontada como um dos principais desafios.

Mato Grosso do Sul tem potencial para se tornar um importante centro de distribuição de mercadorias no Brasil com a consolidação do Corredor Bioceânico de Capricórnio. A avaliação é do secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Alex Melotto, que destacou as oportunidades logísticas e comerciais durante o I Congresso Aduaneiro da 1ª Região Fiscal, realizado em Campo Grande.
“MS será um grande hub de distribuição no Brasil. É essa a expectativa que nós temos em relação à Rota”, afirmou Melotto.
Segundo o secretário-adjunto, o corredor poderá ampliar não apenas as exportações brasileiras, mas também a entrada e a redistribuição de produtos importados da Ásia para diferentes mercados nacionais.
Integração aduaneira é um dos principais desafios
Com o avanço da infraestrutura física do corredor, um dos principais desafios passa a ser a integração dos procedimentos aduaneiros entre os países envolvidos. A harmonização desses processos é considerada importante para reduzir entraves, aumentar a previsibilidade das operações e tornar o transporte internacional mais ágil e competitivo.
“Nosso maior desafio é garantir previsibilidade e fluidez. Precisamos criar, entre os países, condições para que as mercadorias circulem com menos interrupções”, ressaltou Melotto.
A integração entre os sistemas aduaneiros é apontada como um fator importante para facilitar a circulação de cargas e ampliar a competitividade da rota no comércio internacional.
Estado articula ações para aproveitar oportunidades
O secretário-adjunto também destacou a atuação do Governo de Mato Grosso do Sul na preparação do Estado para as oportunidades relacionadas à Rota Bioceânica.
Entre as iniciativas está o Comitê de Governança, que reúne diferentes áreas e instituições para discutir temas como infraestrutura, educação, comércio exterior e procedimentos aduaneiros.
Outra ação mencionada é o investimento na formação profissional voltada ao comércio exterior, por meio de um curso oferecido na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Jardim.
Melotto também reconheceu a contribuição das equipes e dos gestores envolvidos na construção do projeto e destacou a conclusão da ponte entre Porto Murtinho, no Brasil, e Carmelo Peralta, no Paraguai, como um avanço importante para a concretização do corredor.
Congresso debate potencial econômico da rota
O I Congresso Aduaneiro da 1ª Região Fiscal reuniu representantes da Receita Federal, especialistas e gestores públicos para discutir o Corredor Bioceânico de Capricórnio.
A programação incluiu painéis sobre a importância geopolítica e econômica do corredor, além de debates sobre o estágio de implementação da rota.
A expectativa é que o avanço da integração aduaneira e logística fortaleça a conexão de Mato Grosso do Sul com os mercados sul-americanos e asiáticos, criando oportunidades para o comércio, a atração de investimentos e o desenvolvimento econômico regional.
