Lula assina contratos para conclusão da fábrica de fertilizantes de Três Lagoas com investimento superior a R$ 5 bilhões

Unidade da Petrobras, paralisada desde 2015, integra o Novo PAC e tem previsão de iniciar operação comercial em 2029.

Publicado em 25/06/2026 às 17:14 - do Idest - Em Economia

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(Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (25) os contratos para a conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas. Integrante do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a obra deve receber investimentos superiores a R$ 5 bilhões e tem previsão de entrar em operação comercial em 2029.

Retomada após mais de uma década

Paralisada desde 2015, a UFN-III teve sua retomada confirmada pela Petrobras após uma nova reavaliação técnica e econômica que atestou a viabilidade do empreendimento.

Durante a cerimônia de assinatura dos contratos, o presidente Lula destacou a retomada da obra.

"Agora vai. Era pra ter começado bem antes", afirmou.

O presidente também ressaltou a importância do projeto para ampliar a produção nacional de fertilizantes.

"Podem ficar certos, esse país vai construir sua soberania, sendo independente de importação de fertilizantes dos outros países. É apenas esperar que a gente vai ver o que vai acontecer", declarou.

Produção e impacto no agronegócio

Segundo nota do Palácio do Planalto, a UFN-III é considerada estratégica para ampliar a produção nacional de fertilizantes, fortalecer a segurança alimentar e reduzir a dependência externa do Brasil.

Quando entrar em operação, a unidade terá capacidade para produzir diariamente 3,6 mil toneladas de ureia granulada e 2,2 mil toneladas de amônia. A produção anual de ureia será de aproximadamente 1,3 milhão de toneladas, volume equivalente a cerca de 16% da demanda nacional pelo insumo.

A localização da fábrica também é apontada como estratégica, já que o Centro-Oeste concentra aproximadamente 40% da demanda brasileira de ureia, impulsionada principalmente pelas culturas de milho, cana-de-açúcar, algodão e pastagens.

De acordo com o Planalto, a proximidade da unidade com importantes polos agrícolas deve aumentar a confiabilidade do abastecimento e reduzir os custos logísticos para produtores rurais de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo.

Meta é reduzir dependência das importações

Atualmente, a carteira de fertilizantes da Petrobras no Novo PAC reúne quatro unidades: Fafen-BA, Fafen-SE, ANSA e UFN-III.

Conforme o Palácio do Planalto, com a entrada em operação dessas plantas, a estatal projeta atender cerca de 35% do mercado nacional de ureia até 2029. Antes da retomada das fábricas, 100% da ureia consumida no país era importada.