Governo federal prorroga por 30 dias subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina para conter impactos da alta do petróleo
A extensão do subsídio ocorre em meio à valorização do petróleo após ataques no Mar Vermelho e aumento da cotação do Brent acima de US$ 100.

O governo federal anunciou nesta quinta-feira a prorrogação por mais 30 dias do subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina, visando conter os efeitos da alta do petróleo no mercado interno. A medida, assinada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, passa a valer a partir de domingo e será publicada no Diário Oficial da União.
Contexto da decisão e origem do subsídio
A medida busca aliviar o impacto do aumento dos preços internacionais do petróleo, que atingiu o Brent acima de US$ 100 por barril após ataques de grupos houthis a petroleiros no Mar Vermelho. Essa política de suporte é financiada por recursos provenientes do aumento na arrecadação de royalties e tributos do setor petrolífero.
Detalhes do benefício e suas limitações
O subsídio incide sobre a gasolina A, vendida por produtores e importadores antes da mistura obrigatória com etanol. No entanto, o valor final na bomba de combustíveis pode variar, pois também depende de impostos, custos de distribuição e margens dos postos. A política foi iniciada em maio com uma duração prevista de dois meses e custo estimado de R$ 1,2 bilhão por mês.
Impacto no mercado e medidas adicionais
Após a regulamentação, a Petrobras aumentou o preço da gasolina A em R$ 0,48 para distribuidoras, mas a compensação federal reduziu esse impacto efetivo para R$ 0,04 por litro. Em junho, houve uma retirada parcial do apoio ao diesel, e a Fazenda indicou a possibilidade de redução gradual do incentivo à gasolina, mas a retomada da alta do Brent adiou essa decisão.
Perspectivas e cenário regional
O aumento da cotação do petróleo e a instabilidade no Oriente Médio levaram à extensão do subsídio por mais 30 dias. No estado de Mato Grosso do Sul, as primeiras avaliações indicaram estabilidade nos preços, com média de R$ 6,47 por litro na região e uma leve redução de R$ 6,35 para R$ 6,34 em Campo Grande, refletindo o impacto da política federal.
