Dólar sobe 0,52% e fecha a R$ 5,2194, enquanto Ibovespa tem nona queda seguida

Ibovespa recuou 0,10% nesta sexta-feira (14), aos 166.934 pontos, e acumulou perda de 3,06% na semana.

Publicado em 15/08/2026 às 13:12 - do Idest - Em Economia

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(Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial fechou em alta de 0,52% nesta sexta-feira (14), cotado a R$ 5,2194, enquanto o Ibovespa caiu 0,10%, aos 166.934 pontos, em um cenário de cautela dos investidores com as eleições, as contas públicas, a saída de capital estrangeiro e as tensões no Oriente Médio. A moeda acumulou avanço de 1,88% na semana, e a bolsa registrou a nona sessão consecutiva de queda.

Dólar acumula alta na semana

Durante o pregão, o dólar chegou à máxima de R$ 5,2489. No mês, a moeda norte-americana acumula alta de 2,16%. No ano, porém, ainda registra queda de 5,64%.

A cautela com o mercado brasileiro ganhou força no início da semana, quando o JPMorgan reduziu de “compra” para “neutra” a recomendação para investimentos no país. Entre os fatores citados pela instituição estão as incertezas relacionadas às eleições.

Bolsa tem sequência negativa

O recuo desta sexta-feira prolongou a sequência negativa mais longa do Ibovespa desde agosto de 2023. Na semana, o principal índice da B3 perdeu 3,06%. Em agosto, acumula baixa de 6,05%; no ano, ainda registra valorização de 3,79%.

Investidores também acompanharam a divulgação de uma nova pesquisa Quaest sobre a disputa presidencial. Levantamentos anteriores indicavam liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mantinham no radar do mercado as expectativas sobre a condução das contas públicas.

Incertezas políticas e saída de capital

A proximidade das eleições aumentou a atenção sobre os planos dos candidatos para os gastos do governo e a política econômica. O cenário ocorre ainda em meio à saída de recursos estrangeiros da bolsa brasileira, movimento que pressiona os preços dos ativos.

Outro ponto de atenção foi a decisão do governo brasileiro de iniciar o processo para adotar medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos. A iniciativa responde às tarifas impostas pelo governo norte-americano ao Brasil e ainda passa por análise.

Indicadores econômicos e tensões externas

Na agenda econômica, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego caiu em 13 estados no segundo trimestre. A taxa nacional de desocupação ficou em 5,4% no período.

Nos Estados Unidos, as vendas no varejo registraram queda inesperada em julho, contribuindo para o desempenho negativo das bolsas norte-americanas.

As tensões no Oriente Médio também influenciaram os negócios. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ameaçou ampliar a pressão econômica contra o Irã em meio à guerra na região e ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

O cenário elevou os preços do petróleo no mercado internacional. O barril do Brent avançou 1,49%, para US$ 88,37, enquanto o WTI subiu 1,28%, a US$ 82,29.