Bandeira tarifária da conta de luz continua amarela em julho

Acréscimo será de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora consumidos nas contas de luz do Sistema Interligado Nacional.

Publicado em 26/06/2026 às 21:15 - do Idest - Em Economia

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(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (26) que a bandeira tarifária das contas de luz permanecerá amarela em julho, mantendo o acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora consumidos para todos os consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN).

Motivo da decisão

Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira amarela ocorre por causa do período seco no Brasil, que reduz a geração hidrelétrica e exige o acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.

“A manutenção da bandeira amarela, ativa desde abril, reflete condições menos favoráveis de geração no País, típicas do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado”, informou a agência.

Como funciona o sistema

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias indica os custos variáveis da geração de energia elétrica. As cores mostram quanto está custando gerar a energia consumida por residências, comércios e indústrias.

As condições do sistema são reavaliadas mensalmente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a estratégia de geração e a previsão de custos a serem cobertos pelas bandeiras.

Diferença entre as bandeiras

Quando a conta é calculada pela bandeira verde, não há acréscimo. Já nas bandeiras amarela e vermelha, há cobrança adicional a cada 100 kWh consumidos.

Na bandeira amarela, o acréscimo é de R$ 1,88 por 100 kWh. Na bandeira vermelha, Patamar 1, o aumento é de R$ 4,46 por 100 kWh. No Patamar 2, a cobrança extra sobe para R$ 7,87 por 100 kWh.