Temporal retorce estruturas e derruba moega em armazém de Amambai

Município acumulou 87,2 milímetros de chuva; proprietário informou que não houve perdas de mercadorias.

Publicado em 22/09/2026 às 20:26 - do Idest, com informações do CGNews - Em Cidades

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(Reprodução CGNews)

Um temporal com chuva intensa e fortes rajadas de vento derrubou uma moega da CBS Armazéns, na área rural de Amambai, às margens da MS-289, na noite de segunda-feira. Imagens feitas no local mostram partes da cobertura arrancadas e estruturas metálicas retorcidas. Não houve perda de mercadorias.

Segundo o empresário Cristiano Bortolotto, proprietário do empreendimento, o temporal não atingiu as estruturas do armazém, que tem capacidade para 220 mil sacos. Ainda não há estimativa do valor necessário para reparar os danos na moega, estrutura usada para receber, despejar e direcionar grãos.

Chuva intensa e ventania

Amambai registrou 87,2 milímetros de chuva nas últimas horas, o maior volume do Estado no período, conforme levantamento do Cemtec. Na sequência aparecem Rochedo, com 85 milímetros; Aral Moreira, com 70 milímetros; Dourados, com 66,8 milímetros; e Caarapó, com 62 milímetros.

De acordo com o prefeito de Amambai, Sérgio Barbosa, a chuva mais intensa ocorreu entre 20h e 22h, acompanhada de grande volume de água e ventania. Também choveu durante a madrugada, mas com menor intensidade. Não houve registro de estragos na área urbana do município.

Previsão de tempestades

O Cemtec havia alertado para a possibilidade de acumulados superiores a 40 milímetros em 24 horas, além de tempestades com raios, granizo e fortes rajadas de vento. A instabilidade está associada à passagem de uma frente fria por Mato Grosso do Sul.

Com o avanço do ar frio, o Estado também pode registrar mínima invertida, fenômeno em que as temperaturas mais baixas ocorrem ao longo do dia, e não durante a madrugada. Os ventos podem variar entre 50 km/h e 70 km/h, com rajadas pontuais superiores a 80 km/h.

Histórico de temporais

O prefeito afirmou que Amambai enfrentou três temporais no início deste ano. No ano passado, outro vendaval destelhou aproximadamente 300 casas e levou a prefeitura a decretar situação de emergência. Na ocasião, os danos atingiram principalmente moradias de famílias de baixa renda e comunidades indígenas.