Caminhoneiro morto em desabamento de ponte no Pantanal é identificado

Alexandre de Freitas, de 49 anos, ficou preso na cabine do veículo, que permanece submerso no Rio Taquari; causas do colapso são investigadas.

Publicado em 14/08/2026 às 17:52 - do Idest, com informações do CGNews - Em Cidades

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(Reprodução )

O caminhoneiro Alexandre de Freitas, de 49 anos, morreu após a ponte João Wenceslau Leite de Barros, na MS-168, desabar durante a passagem do caminhão sobre o Rio Taquari, em Corumbá. Morador de Campo Grande, ele ficou preso na cabine do veículo, que permaneceu submerso, e foi localizado por mergulhadores do Corpo de Bombeiros após cerca de nove horas de buscas, na quinta-feira (13).

Segundo atualização divulgada pelo Governo de Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira (14), Alexandre estava sozinho no caminhão Mercedes-Benz Actros 2651S, que transportava lingotes de concreto. A informação divulgada anteriormente de que havia um passageiro foi corrigida pelo governo.

Resgate e liberação do corpo

O corpo foi retirado da cabine ainda na tarde de quinta-feira (13), passou por necroscopia e foi liberado para a família. O velório será realizado em Campo Grande, onde Alexandre morava, mas o local e a data da cerimônia ainda não foram confirmados.

O caminhão continua submerso no rio. Parte da estrutura da ponte que cedeu está sobre o veículo, e a retirada ainda é analisada pelas equipes responsáveis devido à dificuldade da operação.

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(Foto: Divulgação Corpo de Bombeiros )

Ponte desabou durante a travessia

O acidente ocorreu na manhã de quinta-feira (13), quando a ponte de concreto armado cedeu durante a travessia do caminhão. A estrutura tinha 168 metros de extensão e 4,80 metros de largura, e foi inaugurada em 2009. A obra custou R$ 2,1 milhões, conforme informações divulgadas antes da inauguração.

A ponte fica na Estrada Taquari, trecho conhecido como MS-168, e interliga as regiões pantaneiras do Paiaguás e da Nhecolândia, conectando as rodovias MS-214 e MS-423. O ponto do acidente está dentro do município de Corumbá, mas Coxim é a cidade mais próxima, a cerca de 115 quilômetros.

Causas ainda são investigadas

Ainda não há conclusão sobre o que provocou o colapso da estrutura. De acordo com o Governo de Mato Grosso do Sul, equipes da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), além das forças de segurança e de outros órgãos, investigam as circunstâncias do desabamento.

Em nota oficial, o governo informou que não existem, até o momento, resultados consolidados que permitam apontar a causa do acidente. Após o desabamento, equipes do Corpo de Bombeiros de Coxim iniciaram o atendimento, e mergulhadores de Campo Grande foram deslocados para as buscas. As dificuldades de acesso e comunicação na região interferiram no atendimento e no repasse de informações.

Motoristas devem usar rotas alternativas

Com a ponte destruída, o Governo de Mato Grosso do Sul orienta os motoristas a utilizarem as rodovias MS-423 ou MS-214, com ligação pela BR-163. A interdição afeta a conexão entre áreas dos pantanais da Nhecolândia e do Paiaguás.

Conforme informado anteriormente pelo prefeito de Coxim, Edilson Magro, a mudança de trajeto pode aumentar o percurso em cerca de 100 quilômetros para quem precisa atravessar a região.

O desabamento ocorreu poucos dias depois de outro acidente envolvendo uma ponte em Mato Grosso do Sul. No início da semana, uma carreta carregada de milho caiu de uma ponte na MS-455, em Sidrolândia. Ninguém ficou ferido naquela ocorrência.