Moradores bloqueiam parcialmente a BR-463 em Dourados e cobram duplicação e medidas contra acidentes

Protesto ocorreu em sistema pare e siga, entre a Sitioca Campina Verde e o Trevo da Bandeira, nesta quarta-feira (29).

Publicado em 29/07/2026 às 11:30 - do Idest, com ifnormações do CGNews - Em Cidades

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(Sidney Bronka)

Moradores de Dourados realizaram uma manifestação na BR-463, nesta quarta-feira (29), para cobrar a conclusão das obras de duplicação entre a Sitioca Campina Verde e o Trevo da Bandeira. O protesto ocorreu em sistema pare e siga, com interrupções temporárias no tráfego, e foi acompanhado por equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Manifestantes pedem intervenções no trecho

Além da conclusão da duplicação, os moradores reivindicam a construção de um viaduto na Travessia, a implantação de passarela para pedestres e ciclistas, melhorias na sinalização e a instalação de semáforos. Segundo eles, o trecho já está inserido em perímetro urbano.

Com faixas pedindo “socorro”, os manifestantes afirmaram que a rodovia registra acidentes graves com frequência e cobraram providências para aumentar a segurança de motoristas, ciclistas e pedestres. Entre as reivindicações estão também iluminação e medidas paliativas, como a instalação de semáforos, enquanto as obras definitivas não são concluídas.

Moradores citam mortes recentes

Em entrevista ao site Folha de Dourados, uma moradora disse que a manifestação foi organizada diante da demora nas obras e do número de mortes registradas na rodovia. “Isso aqui está além da conta. Quase toda semana tem morte aqui. Estamos nessa luta, espero que nossa voz seja ouvida e chega de perder vidas nessa rodovia”, afirmou.

Ela também defendeu a adoção de medidas emergenciais. “Pedimos segurança, o término dessa duplicação, iluminação no trecho. Uma medida paliativa, como um semáforo, uma melhoria para a comunidade”, disse.

Acidentes fatais no mesmo trecho

A manifestação ocorre meses após uma sequência de acidentes fatais na BR-463. Em março, o motociclista Gilmar Matei Dorigon, de 59 anos, morreu após ser atingido por uma caminhonete durante uma conversão no cruzamento com a Rua Cafelândia, próximo ao Trevo da Bandeira. Ele foi levado ao Hospital da Vida, mas não resistiu aos ferimentos.

Em maio, Anderson Antunes Ávila, de 38 anos, morreu preso às ferragens após uma colisão frontal entre um Fiat Palio Weekend e uma caminhonete Chevrolet Silverado, a cerca de 500 metros do Trevo da Bandeira. O acidente foi a segunda morte registrada no mesmo trecho da rodovia em poucos meses, segundo o texto original, e reforçou as cobranças por melhorias na infraestrutura e na segurança viária.