Jovem cai de carroceria de caminhonete, sofre lesão grave na cabeça e morre após um mês internado

Arthur Basso Stefanello estava internado no Hospital Israelita Albert Einstein e passou por múltiplos procedimentos após o acidente.

Publicado em 14/09/2026 às 17:13 - do Idest - Em Cidades

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(Divulgação)

Arthur Basso Stefanello, de 19 anos, morreu na manhã de segunda-feira (14), no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, após 30 dias internado devido a um grave traumatismo craniano sofrido em um acidente na Fazenda Volta Grande, em Sidrolândia.

O jovem caiu da carroceria de uma caminhonete quando o veículo arrancou e bateu a parte posterior da cabeça contra o chão. Apesar de ter passado por múltiplas cirurgias e apresentado sinais de melhora durante o tratamento, ele não resistiu às complicações.

Acidente e primeiros atendimentos

Arthur estava na carroceria da caminhonete, acompanhado de outros jovens, quando perdeu o equilíbrio e caiu. Desacordado, recebeu os primeiros atendimentos em um hospital de Sidrolândia.

Devido à gravidade do quadro, ele foi transferido para a Santa Casa de Campo Grande, onde passou por exames e por uma primeira intervenção cirúrgica. Uma tomografia realizada na cidade chegou a indicar uma leve melhora.

Tratamento em São Paulo

No dia 15 de agosto, Arthur foi transferido em uma UTI aérea para o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. No local, passou por novos procedimentos para controlar a pressão intracraniana e a circulação do líquor.

Após uma elevação da pressão dentro do crânio, um segundo dreno foi instalado em 20 de agosto. Arthur permaneceu sedado e intubado durante parte importante do tratamento e também enfrentou uma pneumonia, posteriormente controlada.

Quadro chegou a apresentar melhora

No 15º dia de internação, Arthur passou por uma traqueostomia, procedimento utilizado para facilitar a retirada gradual dos aparelhos de suporte e permitir a redução progressiva da sedação.

A família recebeu dos médicos a informação de que ele havia superado a fase de risco de morte. A pressão intracraniana estava estabilizada, o edema cerebral havia diminuído e a pneumonia estava controlada. Mesmo em estado grave, o jovem apresentava evolução e respostas a estímulos.

Nova cirurgia e desfecho

No início de setembro, após 20 dias de internação, Arthur estava sem sedação, apresentava reflexos, movimentos e respostas a estímulos. Embora a pressão intracraniana tivesse se normalizado, os médicos identificaram a necessidade de uma nova intervenção.

Em 4 de setembro, ele foi submetido a uma cirurgia cerebral para implantação de uma válvula permanente. O procedimento permitiu a retirada dos dois drenos usados para controlar a pressão intracraniana, além dos fios de cobre e do sensor de monitoramento da pressão dentro do crânio. A cirurgia transcorreu sem intercorrências, e a retirada dos dispositivos também reduzia o risco de infecção.

A morte de Arthur comoveu familiares e moradores, que acompanhavam o caso e faziam orações pela recuperação do jovem.

Com informações do Região News.