Quiabo sobe 20% e lidera alta dos hortifrúti na Ceasa/MS na primeira semana de agosto
Limão, tomate e cenoura também ficaram mais caros, enquanto laranja, mamão, batata e melancia registraram redução nas cotações.

Os preços de alguns dos principais hortifrutigranjeiros comercializados na Ceasa/MS apresentaram variações na primeira semana de agosto. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o quiabo registrou a maior valorização, com alta de 20,04%. Limão Tahiti, tomate e cenoura também tiveram aumento nas cotações.
Na outra ponta, laranja Pera Rio, mamão Formosa, batata inglesa e melancia ficaram mais baratos no período.
Quiabo tem maior valorização
O quiabo produzido em Mato Grosso do Sul, comercializado em caixa de 18 quilos, passou de R$ 200 para R$ 250, alta de 20,04%.
Segundo a análise de mercado, a elevação está relacionada principalmente à redução da oferta no Estado, principal região responsável pelo abastecimento do produto na Ceasa/MS.
O período de entressafra e as oscilações de temperatura, especialmente os períodos mais frios, também prejudicaram o desenvolvimento das lavouras.
O limão Tahiti, de São Paulo, teve aumento de 10%, passando de R$ 90 para R$ 100 a caixa de 20 quilos. A alta ocorre em meio à menor disponibilidade da fruta no cinturão citrícola paulista, com o avanço da entressafra e o encerramento da principal safra. Os lotes de melhor qualidade vêm sendo mais valorizados.
A cenoura, de Minas Gerais, subiu 7,69%, passando de R$ 120 para R$ 130 a caixa de 20 quilos. A menor disponibilidade em São Gotardo (MG), principal região produtora, está relacionada a atrasos no calendário de plantio da safra de inverno provocados pelo elevado volume de chuvas entre março e abril. A retomada das aulas também contribuiu para o aumento da demanda.
Já o tomate, produzido em Goiás, Minas Gerais, Paraná e São Paulo, passou de R$ 110 para R$ 120 a caixa de 25 quilos, alta de 8,33%.
Apesar da recuperação da produção nas principais regiões produtoras, os volumes ainda não foram suficientes para ampliar significativamente a oferta. A melhora das condições climáticas vem favorecendo a recuperação das lavouras após o atraso na maturação provocado pelo frio registrado em maio e junho.
Laranja lidera quedas
Entre os produtos que tiveram redução de preço, a maior queda percentual foi registrada pela laranja Pera Rio, de São Paulo. A caixa de 20 quilos passou de R$ 35 para R$ 30, redução de 16,67%.
O mercado segue pressionado pelo ritmo mais lento da demanda. A expectativa de retomada das aulas, temperaturas mais elevadas e menor oferta de algumas variedades de tangerina podem contribuir para uma recuperação gradual do consumo nas próximas semanas.
O mamão Formosa, produzido na Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e São Paulo, teve queda de 11,11%, passando de R$ 100 para R$ 90 a caixa de 18 quilos.
Após cinco semanas consecutivas de valorização, os preços recuaram diante do menor interesse dos compradores, provocado pelos valores elevados praticados anteriormente.
A batata inglesa caiu 5,88%, com o saco de 50 quilos passando de R$ 180 para R$ 170. O avanço da safra de inverno, condições climáticas mais favoráveis à colheita e o aumento da oferta nos principais mercados contribuíram para a redução.
Já a melancia, produzida em Goiás e Tocantins, passou de R$ 3,10 para R$ 3,00 o quilo, queda de 3,33%. O recuo está relacionado principalmente ao aumento da oferta, impulsionado pela recuperação da produção em Goiás e pelo avanço das colheitas no Tocantins.
Variação dos principais produtos
Altas
- Quiabo (MS) – caixa de 18 kg: R$ 200 → R$ 250 (+20,04%)
- Limão Tahiti (SP) – caixa de 20 kg: R$ 90 → R$ 100 (+10%)
- Tomate (GO/MG/PR/SP) – caixa de 25 kg: R$ 110 → R$ 120 (+8,33%)
- Cenoura (MG) – caixa de 20 kg: R$ 120 → R$ 130 (+7,69%)
Quedas
- Laranja Pera Rio (SP) – caixa de 20 kg: R$ 35 → R$ 30 (-16,67%)
- Mamão Formosa (BA/ES/MS/SP) – caixa de 18 kg: R$ 100 → R$ 90 (-11,11%)
- Batata inglesa (GO/MG/PR/SP) – saco de 50 kg: R$ 180 → R$ 170 (-5,88%)
- Melancia (GO/TO) – quilo: R$ 3,10 → R$ 3,00 (-3,33%)
As cotações refletem o comportamento do mercado atacadista na 32ª semana do ano, entre 3 e 7 de agosto de 2026, e podem variar conforme fatores como oferta, demanda, condições climáticas, qualidade dos produtos e períodos de safra ou entressafra.
