Plantio da soja chega a cerca de 40% da área em São Gabriel do Oeste

Região Norte de MS tem 37,8% da área semeada, enquanto o Estado alcançou 52,6% da área prevista para a safra 2026/2027, segundo levantamento da Aprosoja/MS.

Publicado em 28/10/2026 às 20:13 - do Idest - Em Agronegócio

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(Divulgação Aprosoja/MS)

O plantio da soja em São Gabriel do Oeste está em aproximadamente 40% da área prevista para a safra 2026/2027, conforme dados do Projeto SIGA-MS, divulgado nesta quarta-feira (28). O levantamento considera os dados coletados até 23 de outubro. Na Região Norte de Mato Grosso do Sul, o plantio alcançou 37,8% da área estimada, enquanto a média estadual chegou a 52,6%, o equivalente a aproximadamente 2,56 milhões de hectares semeados. O projeto é executado pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), com recursos do Fundems/Semadesc.

O ritmo estadual está cerca de 4,8 pontos percentuais à frente do registrado no mesmo período da safra anterior.

São Gabriel do Oeste tem a maior área de soja da região

O boletim aponta que São Gabriel do Oeste possui a maior área destinada ao cultivo de soja entre os municípios que integram a Região Norte acompanhada pelo projeto, com 134.870,48 hectares.

Na sequência aparecem Bandeirantes, com 133.392,03 hectares, e Sonora, com 84.121,72 hectares. Os números correspondem às áreas destinadas ao cultivo, e não à extensão já plantada.

Confira a área de soja estimada para os municípios da Região Norte:

  • São Gabriel do Oeste: 134.870,48 hectares;
  • Bandeirantes: 133.392,03 hectares;
  • Sonora: 84.121,72 hectares;
  • Jaraguari: 66.737,17 hectares;
  • Camapuã: 48.785,96 hectares;
  • Rio Verde de Mato Grosso: 45.668,23 hectares;
  • Pedro Gomes: 26.919,32 hectares;
  • Coxim: 20.954,05 hectares;
  • Rochedo: 14.213,65 hectares;
  • Rio Negro: 12.301,05 hectares;
  • Corguinho: 612,62 hectares.

Pragas exigem atenção dos produtores

Na avaliação das lavouras da Região Norte, o boletim registra baixa incidência de milho-tiguera, planta que nasce espontaneamente em áreas cultivadas anteriormente com milho.

Entre as pragas, o destaque é a alta incidência do cascudinho-da-soja (Myochrous armatus) e a incidência média de caramujo. Para as doenças, o documento não apresenta observações específicas para a região.

O relatório estadual também aponta alta incidência de cascudinho-da-soja na Região Norte e em algumas áreas da Região Centro. Segundo o documento, produtores relataram situações em que já haviam realizado duas aplicações específicas para combater a praga.

Condições climáticas influenciam o desenvolvimento das lavouras

O boletim destaca que as operações de semeadura avançaram durante a semana, favorecidas pelo tempo estável, pelas condições de umidade do solo e pela previsão de chuvas.

Ao mesmo tempo, as precipitações favoreceram o desenvolvimento de plantas daninhas, exigindo atenção ao manejo das lavouras.

Os dados de precipitação de setembro de 2026 mostram que as regiões Norte, Pantaneira e Leste/Nordeste do Estado registraram os menores volumes acumulados, entre zero e 80 milímetros. O documento também aponta déficits em relação ao esperado em municípios do Norte e Nordeste, com destaque para Alcinópolis, Costa Rica, Figueirão e Pedro Gomes.

Para o trimestre de novembro, dezembro e janeiro, as projeções climáticas indicam temperaturas acima da média histórica e possibilidade de chuvas acima da média climatológica em diferentes regiões do Estado.

O boletim também prevê influência de um El Niño de intensidade muito forte, associado à possibilidade de ondas de calor, tempestades mais intensas, ventos fortes e eventual ocorrência de granizo. O relatório ressalta que os efeitos dependem da interação do fenômeno com outros sistemas atmosféricos.

Preço da soja sobe em São Gabriel do Oeste e Sonora

O levantamento de mercado da Circular 685/2026 também registrou valorização da saca de soja de 60 quilos entre os dias 20 e 26 de outubro.

Em São Gabriel do Oeste, o preço médio passou de R$ 141,00 para R$ 146,00, uma alta de 3,55% no período. Em Sonora, a cotação subiu de R$ 138,00 para R$ 146,00, avanço de 5,80%, a maior valorização entre os municípios listados na análise.

No Estado, o preço médio chegou a R$ 145,69 por saca em 26 de outubro, com valorização de 3,88% em relação ao dia 20.

O boletim ressalta que as cotações não significam necessariamente que todos os produtores estejam realizando negócios nesses valores, uma vez que a comercialização ocorre de forma gradual.

Estimativa para a safra 2026/2027

Para Mato Grosso do Sul, o Projeto SIGA-MS estima uma área cultivada de 4,874 milhões de hectares de soja na safra 2026/2027, crescimento de 5,5% em relação ao ciclo anterior.

A produtividade média está projetada em 52,4 sacas por hectare, redução de 13,2%. A produção estimada é de 15,331 milhões de toneladas, queda de 8,4% em comparação com a safra passada.