Exportações de soja crescem 7,5% em junho em MS, enquanto embarques de milho seguem em queda

Estado exportou 926,6 mil toneladas de soja no mês, com a China liderando as compras; milho teve apenas 124 toneladas embarcadas.

Publicado em 08/07/2026 às 21:00 - do Idest - Em Agronegócio

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(Divulgação Aprosoja)

As exportações de soja de Mato Grosso do Sul cresceram 7,56% em junho de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. No mês, o Estado embarcou 926,6 mil toneladas do grão, movimentando US$ 403,5 milhões. Em relação a maio deste ano, o volume exportado também apresentou alta de 3%.

Os dados são do Boletim de Exportação da Aprosoja/MS, elaborado com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

China lidera as compras

A China manteve a posição de principal destino da soja produzida em Mato Grosso do Sul, concentrando 78,8% das exportações registradas em junho.

Na sequência aparecem Irã e Vietnã entre os principais compradores do grão sul-mato-grossense.

Segundo o analista de economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho, o desempenho das exportações acompanha o comportamento observado no ano anterior.

"As exportações de soja mantiveram números estáveis em junho, acompanhando a tendência observada no mesmo período do ano passado. Isso demonstra que a comercialização segue um ritmo semelhante ao de 2025."

Exportações de milho permanecem retraídas

Em sentido oposto, as exportações de milho continuam em baixa. Em junho, Mato Grosso do Sul embarcou apenas 124 toneladas do cereal, volume muito inferior às cerca de 19 mil toneladas exportadas no mesmo mês de 2025.

No período, o Irã foi o único destino das exportações de milho do Estado.

Capacidade de armazenamento preocupa setor

De acordo com Linneu Borges Filho, a retenção de parte da produção ainda não comercializada de soja e milho tem pressionado a capacidade de armazenamento no Estado.

"A retenção dos volumes não comercializados da última safra de soja e milho pressiona a capacidade de armazenamento. Esse cenário influencia os preços, reduz a competitividade na comercialização e acaba refletindo diretamente no desempenho das exportações."