Produção de milho em MS deve cair 20% na safra 2025/2026, projeta Aprosoja/MS

Apesar da expansão da área cultivada, redução da produtividade e atraso na colheita devem impactar resultado final da segunda safra.

Publicado em 30/06/2026 às 19:37 - do Idest - Em Agronegócio

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(Divulgação Aprosoja/MS)

A produção de milho segunda safra em Mato Grosso do Sul deverá registrar queda de 20,1% no ciclo 2025/2026, segundo estimativa do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc. A projeção aponta uma produção de 11,139 milhões de toneladas, resultado influenciado principalmente pela redução da produtividade média e pelo atraso no avanço da colheita.

De acordo com o levantamento, a área cultivada na segunda safra alcançou 2,206 milhões de hectares, crescimento de 3% em relação à média das últimas cinco safras. No entanto, a produtividade média está estimada em 84,2 sacas por hectare, representando uma redução de 22,4% em comparação ao ciclo anterior.

Colheita segue atrasada

O avanço da colheita permanece abaixo do registrado no mesmo período da safra passada. Até a quarta semana de junho, apenas 0,7% da área cultivada havia sido colhida, um atraso de aproximadamente 5,5 pontos percentuais em relação ao ciclo 2024/2025.

Segundo a Aprosoja/MS, o principal fator responsável pela lentidão dos trabalhos é o elevado volume de chuvas registrado nos principais municípios produtores do Estado.

O coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, explica que, apesar do atraso, a situação ainda está dentro do comportamento esperado para o período.

"Apesar do atraso na colheita em função das chuvas, esse comportamento ainda está dentro do esperado para o período, quando a umidade dos grãos costuma atrasar o início dos trabalhos", afirmou.

Geada provocou danos localizados

Entre os dias 24 e 26 de junho, foram registrados episódios de geada no município de Aral Moreira. Conforme avaliação preliminar da Aprosoja/MS, os danos atingiram lavouras que se encontravam entre os estádios reprodutivos R3 e R4, considerados mais sensíveis ao frio intenso.

Segundo a entidade, os impactos devem ficar restritos a, no máximo, 5% da área cultivada no município, caracterizando uma ocorrência localizada.

"A Aprosoja/MS segue monitorando as lavouras para consolidar a extensão dos danos e atualizar as estimativas conforme o avanço das avaliações em campo", destacou Gabriel Balta.

Maioria das lavouras apresenta boas condições

O monitoramento realizado pela Aprosoja/MS aponta que 70,8% das lavouras sul-mato-grossenses apresentam boas condições de desenvolvimento. Outras 18,3% foram classificadas como regulares e 10,9% como ruins.

As melhores condições produtivas são observadas na região norte do Estado, onde 88% das áreas apresentam bom potencial. Já a região central concentra o maior percentual de lavouras classificadas como ruins, com 22%.

Apesar da redução projetada na produção, a Aprosoja/MS destaca que o acompanhamento das lavouras continuará sendo realizado para atualização dos números conforme o avanço da colheita em Mato Grosso do Sul.