Colheita do milho safrinha avança lentamente e alcança apenas 0,1% da área em Mato Grosso do Sul

Excesso de chuvas nos principais municípios produtores atrasa os trabalhos no campo, aponta levantamento da Aprosoja/MS.

Publicado em 16/06/2026 às 19:00 - do Idest - Em Agronegócio

Imagem da notícia
(Divulgação Aprosoja/MS)

A colheita do milho segunda safra 2025/2026 começou em ritmo mais lento em Mato Grosso do Sul. De acordo com informações do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, apenas 0,1% da área cultivada havia sido colhida até a segunda semana de junho.

O percentual representa um atraso de aproximadamente dois pontos percentuais em comparação com o mesmo período da safra anterior.

Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o principal fator para a lentidão no início da colheita é o elevado volume de precipitações registrado nos principais municípios produtores do Estado.

“A maior umidade dos grãos dificulta o avanço das máquinas no campo e adia o início mais intenso da colheita”, explicou.

Chuvas influenciam ritmo dos trabalhos

Apesar do atraso, a Aprosoja/MS destaca que o avanço da colheita costuma ocorrer de forma gradual entre maio e junho. Historicamente, o ritmo ganha força a partir da segunda quinzena de julho, período que concentra a maior parte das operações nas propriedades rurais.

Enquanto aguardam condições mais favoráveis para a retirada do cereal do campo, os produtores seguem acompanhando o desenvolvimento das lavouras.

Mais de 70% das áreas apresentam bom potencial

O monitoramento realizado na segunda semana de junho aponta que 70,8% das lavouras apresentam bom potencial produtivo. Outros 18,3% estão em condição regular e 10,9% foram classificados como ruins.

Os dados indicam que, apesar das dificuldades climáticas enfrentadas ao longo do ciclo, a maior parte das áreas ainda mantém perspectivas positivas de produtividade.

Área cultivada cresce, mas produção deve ser menor

Para a safra 2025/2026, a estimativa é de cultivo em 2,206 milhões de hectares, crescimento de 3% em relação ao ciclo anterior.

A produtividade média esperada é de 84,2 sacas por hectare, o que deverá resultar em uma produção de 11,139 milhões de toneladas de milho.

Embora o volume seja considerado expressivo, a projeção representa uma redução de 20,1% em comparação à safra passada, reflexo principalmente das condições climáticas observadas ao longo do desenvolvimento da cultura.