Colheita do milho avança e chega a 92% da área acompanhada na região Norte de MS
No Estado, 75,1% da área monitorada já havia sido colhida até 21 de agosto, segundo levantamento do Projeto SIGA-MS.

A colheita do milho segunda safra 2025/2026 avançou em Mato Grosso do Sul e já alcançou 92% da área acompanhada na região Norte do Estado, segundo dados do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc. O levantamento considera informações até 21 de agosto, quando 75,1% da área acompanhada em todo o Estado já havia sido colhida, o equivalente a aproximadamente 1,66 milhão de hectares.
Norte lidera avanço da colheita
A região Norte apresenta o maior percentual de colheita entre as áreas acompanhadas pelo projeto, com 92%. Na sequência aparecem a região Centro, com 77,5%, e a Sul, com 71,6%.
Apesar do avanço das operações, o percentual de área colhida em 21 de agosto está 5,4 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período da safra 2024/2025.
Para o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o monitoramento das lavouras permite identificar não apenas o potencial produtivo, mas também fatores que podem comprometer o resultado da safra.
Estimativa é de 11,1 milhões de toneladas
A estimativa inicial para a segunda safra indica 2,206 milhões de hectares cultivados, produtividade média de 84,2 sacas por hectare e produção estimada em 11,139 milhões de toneladas.
Os resultados preliminares de produtividade registrados pelos técnicos permanecem elevados, com valores entre 40 e 192 sacas por hectare.
A atualização da produtividade média estadual está prevista para o início de setembro, quando a amostragem deverá alcançar 10% da área estimada cultivada.
Lavouras seguem em boas condições
Apesar dos impactos pontuais provocados por suiformes, como javalis e seus híbridos, o cenário geral das lavouras de milho permanece positivo. O levantamento aponta que 69% das áreas avaliadas estão em boas condições, enquanto 19,7% são classificadas como regulares e 11,3% como ruins.
Segundo o boletim semanal do Projeto SIGA-MS, na região Oeste do Estado, a intensidade dos ataques de suiformes em algumas áreas já levou produtores a substituir o cultivo do milho pelo sorgo granífero.
O boletim também chama atenção para o risco de vendavais nas diferentes regiões e para o avanço do manejo de plantas daninhas, especialmente da buva, com a proximidade da próxima safra de soja.
Mapeamento acompanha ocorrência de suiformes
A Aprosoja/MS disponibiliza um painel de mapeamento de suiformes que reúne informações sobre a ocorrência dessas espécies no Estado e contribui para ampliar o conhecimento sobre a distribuição dos animais nas áreas rurais.
A ferramenta é gratuita e pode ser utilizada como apoio ao monitoramento e à identificação das regiões com registros de ocorrência, permitindo visualizar a dimensão territorial do problema e contribuir para a geração de informações para o setor produtivo.
Para informar a ocorrência de javalis e suiformes, não é necessário se identificar nem informar o nome da propriedade. É necessário, porém, o envio de imagens que comprovem o avistamento.
