Agraer orienta produtores de Jaraguari a diversificar lavouras e vender direto ao consumidor
Casal do Assentamento Barra Mansa diversificou a produção após enfrentar problemas no cultivo de abacaxi e conquistou clientes com a venda direta na Ceasa de Campo Grande.

A assistência técnica e o acesso a canais de comercialização têm ajudado agricultores familiares de Jaraguari a melhorar o manejo das lavouras e ampliar as possibilidades de venda. No Assentamento Barra Mansa, Aginaldo de Lima Oliveira, de 48 anos, e a esposa, Isabel Leite Beline, de 45, contam com o acompanhamento da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) para orientar a produção e diversificar as culturas.
Em uma propriedade de 4,5 hectares, o casal cultiva maracujá, pepino japonês, berinjela e vagem. Os técnicos da agência acompanham o plantio e orientam sobre o manejo adequado e os cuidados necessários para manter as plantas saudáveis e favorecer o desenvolvimento das lavouras.
“Antes, a gente cometia muitos erros”, resume Aginaldo ao falar sobre o aprendizado adquirido ao longo do trabalho na propriedade.
Diversificação após dificuldades no cultivo
Antes de investir nas culturas atuais, Aginaldo e Isabel chegaram a cultivar cerca de 20 mil pés de abacaxi da variedade Pérola. Parte da lavoura foi prejudicada por doenças, levando o casal a buscar alternativas para continuar produzindo.
Com o tempo e a orientação técnica, os agricultores passaram a diversificar o plantio e a investir em outras culturas. Entre elas, o maracujá está hoje entre os principais projetos de Aginaldo.
Para o coordenador regional da Agraer de Campo Grande, Agoncílio Correia Barbosa, as visitas técnicas permitem acompanhar a aplicação das orientações e dar continuidade ao atendimento conforme as necessidades de cada propriedade.
“A importância de estar presente é dar continuidade ao serviço, orientar o produtor sobre o manejo correto das culturas e incentivar a diversificação, para que ele tenha melhores condições de alcançar bons resultados na produção”, explica.
Venda direta ajuda a conquistar clientes
Além dos desafios no cultivo, o casal precisou encontrar alternativas para comercializar a produção. Antes, os produtos eram vendidos a intermediários. Com a orientação para a comercialização, Aginaldo e Isabel passaram a vender diretamente no Centro de Comercialização da Agricultura Familiar (Cecaf), na Ceasa de Campo Grande.
Atualmente, os agricultores levam os produtos ao local às segundas e quintas-feiras. A venda direta permitiu que construíssem uma clientela fixa e passassem a negociar a própria produção com os consumidores.
“Antes, a gente vendia para os atravessadores. Não éramos nós que íamos vender diretamente no Cecaf. Agora somos nós que fazemos a venda, temos clientes fixos e conseguimos vender tudo”, conta Isabel.
Cecaf aproxima produtores e consumidores
A coordenadora do Cecaf, Tânia Regina Mello Minussi, destaca que o acesso a canais de comercialização é uma etapa importante para a agricultura familiar, já que produzir não é suficiente quando o agricultor enfrenta dificuldades para encontrar compradores.
“Não adianta só produzir e, na hora de vender, não ter para quem vender ou precisar entregar a produção a um preço abaixo do mercado para um atravessador”, afirma.
Tânia considera a trajetória de Aginaldo e Isabel um exemplo do propósito do centro, criado para incentivar a agricultura familiar e oferecer aos produtores um espaço para comercializar diretamente o que cultivam.
“Ele é o exemplo perfeito do porquê o Cecaf foi criado: para incentivar o agricultor familiar a produzir e ter onde comercializar”, ressalta.
A experiência do casal demonstra como a assistência técnica e o acesso à venda direta podem atuar de forma complementar: enquanto a Agraer orienta o manejo e a diversificação das lavouras, o Cecaf oferece um canal para que os alimentos produzidos no campo cheguem aos consumidores.
