Agroecol 2026 reúne ciência, agricultura familiar e debate sobre mudanças climáticas em MS

Evento começa nesta quarta-feira (4), na UFMS, em Campo Grande, com seminários, oficinas, visitas técnicas, atividades culturais e feira de produtos agroecológicos.

Publicado em 04/11/2026 às 10:50 - da Redação - Em Agronegócio

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(Bruno Rezende)

A agroecologia, a agricultura familiar e os desafios impostos pelas mudanças climáticas serão os principais temas do Agroecol 2026, que começa nesta quarta-feira (4) e segue até sábado (7), na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande. O encontro reunirá agricultores, pesquisadores, estudantes, extensionistas, gestores públicos, movimentos sociais e representantes de organizações da sociedade civil.

Com o tema “Ciência, Movimento e Prática: como superar a crise climática?”, o evento busca promover o compartilhamento de experiências e a discussão de alternativas para uma produção de alimentos mais sustentável.

A iniciativa é realizada pela Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), em parceria com a UFMS, a Embrapa, a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

Agroecologia e enfrentamento da crise climática

A programação contempla seminários, mesas-redondas, oficinas, apresentações de trabalhos científicos, atividades culturais, visitas técnicas e a Feira da Sociobiodiversidade e da Agricultura Familiar.

Entre os assuntos previstos estão sistemas agroflorestais, conservação da biodiversidade, restauração ambiental, agricultura urbana e periurbana, apicultura e meliponicultura, comercialização de produtos agroecológicos, educação do campo, povos originários e valorização dos conhecimentos tradicionais.

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(Foto: Divulgação)

Lilian Daniel, integrante da Comissão Organizadora e servidora da Agraer MS, destaca a contribuição da agroecologia para o fortalecimento da agricultura familiar e o enfrentamento da crise climática em Mato Grosso do Sul.

“Em um tempo de crise climática, precisamos reconhecer que as respostas também estão nos territórios e nas práticas de quem produz alimentos, protege as sementes e cuida da terra. O Agroecol é uma oportunidade de fortalecer o diálogo e construir caminhos mais justos, solidários e comprometidos com as pessoas e com a natureza”, afirma.

Para a professora da UFMS e integrante da Comissão Organizadora, Ana Paula Correia de Araújo, o encontro também aproxima a produção científica dos saberes populares e dos conhecimentos dos povos e comunidades tradicionais.

“A programação está recheada de temas que falam daquilo que nos é mais precioso: a conservação do planeta. Vamos abordar questões como mudanças climáticas, segurança alimentar, agricultura urbana e valorização das plantas e dos frutos nativos, mostrando como esses assuntos se conectam ao nosso dia a dia”, destaca.

Programação segue até sábado

As atividades começam nesta quarta-feira (4), com o Encontro dos Núcleos de Estudos em Agroecologia (NEAs) da Região Centro-Oeste, a reunião da Comissão de Produção Orgânica de Mato Grosso do Sul (CPOrg/MS) e o 9º Seminário de Educação do Campo. Também estão previstas atividades culturais na Feira de Produtos Agroecológicos e da Sociobiodiversidade.

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Na quinta-feira (5), o 5º Seminário de Sistemas Agroflorestais em Bases Agroecológicas de Mato Grosso do Sul discutirá o papel desses sistemas diante das mudanças climáticas. A programação também terá debates sobre conservação, restauração e extrativismo no Pantanal Sul-Mato-Grossense, além de oficinas e atividades voltadas à participação das mulheres na agroecologia.

A abertura oficial está marcada para as 18h30, no Teatro Glauce Rocha. A programação inclui recepção, degustação de produtos típicos do Pantanal e do Cerrado, apresentação cultural e a Conferência Magna, com o tema “Da Agricultura Alternativa à Agroecologia, 47 anos de avanços e retrocessos”.

Na sexta-feira (6), os debates abordarão povos originários, agricultura urbana e periurbana, a relação entre abelhas e agroecologia, além da apresentação de trabalhos em grupos temáticos. Também serão realizadas oficinas, atividades culturais e degustação de produtos locais.

O encerramento, no sábado (7), contará com visitas técnicas e vivências em três espaços.

No Parque das Nações Indígenas, serão abordadas a diversidade das abelhas, a apicultura e a meliponicultura. No Centro de Pesquisa da Agraer (Cepaer), os participantes poderão conhecer um sistema agroflorestal.

Já no Setor 4 da UFMS/FAMEZ, a Vivência Farmácia Viva apresentará aspectos normativos das Farmácias Vivas no Brasil e a trajetória da Farmácia Viva MS. As atividades incluem práticas de herborização, propagação de mudas, processamento, visita ao horto e fitoterapia clínica.

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Feira reúne produtos da agricultura familiar

Paralelamente à programação, a Feira da Sociobiodiversidade e da Agricultura Familiar será realizada de quarta-feira (4) a sexta-feira (6), com exposição e comercialização de produtos locais.

Na quarta e quinta-feira, o espaço funcionará das 9h às 18h. Na sexta-feira, o atendimento será das 9h às 15h. A feira também contará com atividades culturais e oficinas.

Além de ampliar a visibilidade da produção agroecológica, a iniciativa busca promover a troca de conhecimentos e valorizar ações ligadas à agricultura familiar, à sociobiodiversidade e à economia solidária.

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