Sonora: Dono de hotel se diz prejudicado com interdição de rua

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Ele não quer que libere e sim que coloque fiscalização no local, sem precisar interditar totalmente a via.

16/05/2020 às 16:25 | do Idest, Eder Pereira

Comerciante relata que esta sendo prejudicado com interdição da rua que da acesso a seu hotel localizado na entrada de Sonora. Selésio Zandonadi diz que antes a interdição estava na esquina, mas que agora foi trancada no meio da quadra, o prejudicando e beneficiando outros comércios. O que ele quer é que a prefeitura coloque uma equipe para controle e entrada de pessoas no inicio da rua e que a proibição ou liberação seja para todos e não só para alguns.

O hotel fica em uma rua paralela a BR-163 e a barreira foi montada depois da entrada da rua, fazendo com que os clientes façam a volta na quadra e segundo Selésio, isso fez com que ele perdesse clientes. Ele alega que com a rua interditada, as pessoas descem e já ficam em outros hotéis, o prejudicando.

Nossa equipe esteve no local e notou que os cavaletes da prefeitura foram colocados no meio da quadra, causando estranheza já que quando é feito uma interdição, é colocado no inicio da rua.

“Antes os cavaletes estavam no inicio da rua, já me sentia prejudicado, agora com os cavaletes no meio da quadra, quase em frente a meu comércio, ai não, ai já é demais, pago meus impostos igual a todos, respeito e sigo as regras de prevenção contra o Covid-19, por que só eu tenho que ser prejudicado. Teria que por uma equipe de controle na rua e não fechar a rua, tirando o fluxo e clientes do meu hotel”, desabafa Selésio.

Ele relata que se a intenção é controlar a entrada de pessoas na cidade, então teria que por barreira em todas as entradas, a rua do seu comércio é uma delas. Diz ainda que seu público maior é da BR-163 e quando as pessoas passam e vêem a rua interditada, ou vão embora ou vão pra outros hotéis na avenida, segundo ele, poucos dão a volta na quadra, já que o hotel está bem na entrada da cidade.

Na rua, antes do hotel, tem uma oficina mecânica, que também atende clientes da BR-163 e sua frente ficou livre para transito, demonstrando imparcialidade ou desorganização na elaboração do esquema de controle na barreira.

Selésio comentou que tem 12 colaboradores e que se continuar assim, vai começar a demitir. “Estamos tentando sobreviver e se atitudes como esta não for consertada, terei que demitir. Peço as autoridades que revejam a forma de atendimento e que elabore uma forma correta de fiscalizar, sem prejudicar ninguém”, concluiu Selésio.

Prefeito

Entramos em contato com o prefeito Enelto Ramos (DEM) e até a edição desta matéria, não nos retornou.

Vigilância Sanitária

Conversamos com o responsável pela Vigilância Sanitária, Eçuelio Oliveira e disse que vai verificar por que mudaram os cavaletes, já que segundo ele, teria que estar na esquina. Eçuelio disse também que na barreira principal tem um banner com o telefone de todos os hotéis, mas que irá verificar o questionamento do comerciante.

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