Juiz de Bandeirantes realiza ações pela Paz em Casa durante todo o mês de agosto

Imagem: Divulgação TJMS

Foram ministradas palestras focadas no combate à violência contra a mulher.

31/08/2017 às 08:14 | da Redação

O juiz da comarca de Bandeirantes, Vitor Dias Zampieri, junto com o promotor Victor Leonardo Miranda Taveira, também participou da 8ª edição da Semana da Justiça pela Paz em Casa, porém com ações desenvolvidas durante todo o mês de agosto.
 
Com material informativo recebido da coordenadora estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, juíza Jacqueline Machado, ambos fizeram palestras focadas no combate à violência contra a mulher nas escolas estaduais Ernesto Solon Borges e João Ribeiro Guimarães e na escola municipal José de Anchieta, na zona rural.
 
Zampieri e o promotor estiveram também nos Centros de Educação Infantil Recanto Feliz, Patotina e Leontina Luciana da Silva, locais em que falaram para pais e alunos e assistiram a apresentações. As ações receberam o apoio dos Projetos Bom de Bola e Bom de Nota, com a divulgação da Semana da Justiça pela Paz em Casa, por meio de faixas apresentadas pelos atletas no início dos jogos.
 
Saiba mais – A Lei Maria da Penha é uma das três mais avançadas do mundo em relação à proteção da mulher e mais de 90% dos brasileiros conhecem a norma, ainda que de ouvir falar. Além disso, o Brasil é o 18º país da América Latina a ter uma lei de proteção integral à mulher e isso é importante, pois o país é o 5º que mais mata mulheres.
 
Importante lembrar que a pesquisa de vitimologia, realizada pelo DataSenado a cada dois anos, perguntou às vítimas os motivos pelos quais as mulheres não denunciam seus agressores.
 
O resultado mostra que 24% apontam a preocupação com a criação dos filhos; 21% têm medo de vingança do agressor, 16% acreditam que sofreram violência pela última vez, 10% acreditam que não existe punição para o agressor, 7% têm vergonha da agressão e 16% escolheram outra opção.
 
Sobre os agressores, é fato no Brasil que quem mais mata são os ex-maridos, os ex-namorados e ex-companheiros. Destaque-se que as mulheres sofrem violências mais graves quando propõem o final do relacionamento e as três consequências psicológicas que comprometem a capacidade de decisão da mulher são a síndrome do desamparo aprendido, a síndrome da mulher maltratada e o mito do esquecimento.

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