Campanha Junho Prata prevê ações de combate à violência contra idosos em São Gabriel do Oeste

Imagem: Divulgação

No decorrer do mês, a Prefeitura de São Gabriel realizará diversas ações com o objetivo de sensibilizar a população local sobre a importância do respeito à integridade física e psíquica de pessoas com 60 anos ou mais.

12/06/2019 às 16:46 | da Assessoria

Nesta terça-feira (11), foi lançada oficialmente em Campo Grande na Governadoria, a campanha Junho Prata. Instituída pela Lei 5.215/2018, a campanha nasceu de um projeto de autoria do deputado Renato Câmara, que coordena a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa. A secretária de Assistência Social, Rosane Moccelin, esteve presente no lançamento, participando de uma roda de conversa.

No decorrer do mês, a Prefeitura Municipal de São Gabriel do Oeste estará realizando diversas ações com o objetivo de sensibilizar a população local sobre a importância do respeito à integridade física e psíquica de pessoas com 60 anos ou mais. O “Junho Prata”, além de combater à violência contra os idosos, também busca o fortalecimento das políticas públicas para o seu enfrentamento. “A violência contra o idoso, vai muito além da violência física. Hoje, a nossa principal luta é contra o abandono de familiares e a violência psicológica na terceira idade”, comentou Rosane Moccelin.

De acordo com Rosane, no próximo sábado (15), a Secretaria de Assistência Social, com o apoio a Associação Unidos da Feliz Idade (AUFI) e do Grupo Aroeiridade, estará realizando uma mobilização de enfrentamento à violência na Praça da Igreja Matriz, a partir das 7h30. Após a mobilização, os participantes estarão visitando o comércio local para a distribuição de material informativo. A programação segue até o final do mês de junho.

Violência em números

Dados divulgados pelo Ministério dos Direitos Humanos em 2017 revelam que das 142.665 denúncias de violações registradas naquele ano 33.133 foram praticadas contra idosos - 23,22% do total.

"Na maioria das vezes, os idosos temem denunciar os seus agressores por medo de sofrer represálias e ainda em virtude de, muitas vezes, alimentarem sentimento de afeto em relação aos seus algozes. A campanha será um ponto de partida para divulgarmos a necessidade de a sociedade combater esse tipo de crime", informou o deputado Renato.

Ainda assim, se comparados a anos anteriores, os números são ainda mais alarmantes. Enquanto 8.219 idosos foram violentados em 2011, em 2012 o número saltou para 23.524, 38.976 em 2013, 27.184 em 2014, 32.238 em 2016, tendência mantida em 2016, quando as denúncias protocoladas chegaram em 32.632.

O levantamento do, hoje, denominado Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos também lembra que a violência não é somente física, mas negligencial, psicológica, econômico-financeira e patrimonial e, geralmente, praticada por pessoas próximas às vítimas.

Do total, 64% das pessoas agredidas são mulheres e 32% têm entre 71 e 80 anos. Em 41,10% dos registros, as vítimas eram brancas, 28,06% pardas e 10,48% pretas. Ainda conforme a sondagem, em 52% dos casos o suspeito era filho, 8% neto, 6% familiares de 2° grau, 5% genro ou nora, 4% vizinho e 3% irmão da vítima.

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