Bandeirantes: Lúcido, Lázaro tem saúde e documentos que comprovam 117 anos de idade

Imagem: Acervo Pessoal

Nesta semana ele faz aniversário com um festão em família.

18/05/2018 às 08:55 | CGNews/Lado B

Lázaro Tomaz da Silva é um senhor que pode encher a boca para dizer que tem muito a falar da vida. São 117 anos muito bem vividos, pelo menos, é essa contagem que ele dá para si. Diz ter nascido no dia 15 de maio de 1901 e em seus documentos a data é comprovada. Muito tempo, não é mesmo?

Descendente de escravos, a família, que mora em Bandeirantes, diz que essa característica, aliada a uma boa alimentação e sono regrado, é o segredo para tamanha longevidade. Mas, pasmem, Lázaro não é o primeiro a viver tanto tempo. Os pais dele, Pedro Thomaz da Silva e Manuela Custodia da Silva, viveram 124 anos e 114, respectivamente, garantem os netos.

Ele viveu por anos na fazenda dos pais, a 60 km do centro de Bandeirantes, e só a velhice lhe obrigou a ir para a cidade. Ali, ele manteve os mesmo hábitos que tinha na roça, come "comida de verdade"e é rígido com isso. "Só coisa saudável", diz a sobrinha neta Maria Inês.

Nesta semana, a família decidiu comemorar, meio as pressas, mais um ano vivido pelo mais velho dos parentes. No sábado, os amigos mais próximos e o círculo familiar promovem um jantar para o sorridente Lázaro. 

"Para a gente, ele representa a alegria. Ele nunca reclamou e é surpreendente o ânimo dele, sua expectativa de vida. A gente quer ser mais agradecido, grato a Deus, ao olhar a felicidade dele, a maneira como ele recebe todo mundo, com um sorriso no rosto, sempre educado. Isso, ao menos pra mim, me torna uma pessoa mais grata à poder estar aqui, convivendo com gente tão boa quanto ele", diz Maria.

Hoje, Lázaro tem um pouco de dificuldade para andar, enxerga com um tanto de dificuldade, mas toma só um medicamento para controlar sua pressão.

Lázaro e a sorbrinha neta, Maria InÊs. (Foto: Acervo Pessoal)
Lázaro e a sorbrinha neta, Maria InÊs. (Foto: Acervo Pessoal)

Ele costuma lembrar das histórias do pai, quando saiu de Minas Gerais para Mato Grosso do Sul, e conta sempre como foi o caminho até aqui. "Os meus avôs eram descendentes diretos de escravos, então ele se lembra do que o tio contava a ele. Outro papo constante é a época da rebordosa, das terras sem lei, aqui no Estado", completa Maria Inês.

O sobrinha brinca que com tanta gente muito bem vivida na família, ela espera pelo menos chegar aos 90 anos com a mesma alegria do tio avô. "É incrível que sobrou ele, o mais velho dos irmãos e a caçula, vivos".

Outro segredinho para longevidade, mas que ninguém assume, é a dose de cachaça que Lázaro tomou por anos e anos, lá com seus noventa anos, sempre com um pouco de açúcar. "Pode ser isso mesmo né, vamos começar a experimentar", brinca uma de suas filhas, Aparecida Thomaz.

Para fazer as fotos para a reportagem, ele não dispensou o sorrisâo e nem seu chapéu predileto. "Disse que não pode aparecer sem o chapéu dele e deu atẽ um pra mim sair na foto também", completa a sobrinha.

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