Assinada lei que implanta 13º no Família Acolhedora de Camapuã

Imagem: Divulgação TJMS

O juiz Deni Luis Dalla Riva, da Infância e Juventude da comarca, lembra que o serviço vem obtendo conquistas e se solidificando ao longo do tempo.

08/02/2019 às 08:12 | da Redação
Referência em Mato Grosso do Sul e destaque nacional, quando o assunto é acolhimento familiar, o Serviço Família Acolhedora de Camapuã, segue sua trajetória de aprimoramento e evolução. E, nesta quinta-feira (7), o serviço de Acolhimento Familiar obteve mais uma avanço: a criação do 13º auxílio às Famílias Acolhedoras. O ato foi realizado nesta manhã, durante evento na Câmara Municipal de Vereadores, com a presença da rede municipal de proteção à criança. O anúncio foi feito pela vice-prefeita municipal Luzia Maidana, representando o prefeito Delano Uber.
 
A ocasião também serviu para dar boas-vindas e ouvir a estudiosa Denise Andreia de Oliveira Avelino. Denise é doutoranda em Família e Sociedade pela Universidade Federal de Viçosa (MG) e permanecerá uma semana em Camapuã. Com amplo currículo na área da infância e juventude, ela desenvolve a tese “A política social no Brasil: um estudo da práxis de Acolhimento Familiar para crianças e adolescentes em Camapuã (MS) e Viçosa (MG)”.
 
Segundo ela, a importância de se estudar o Serviço de Acolhimento Familiar de Camapuã está na valorização do trabalho das Famílias Acolhedoras, na parceria que se estabelece por todos os envolvidos na realização do serviço e nos indicadores de sucesso já apresentados, contrapondo-se à realidade brasileira ainda com baixo índice de êxito.
 
Denise informou que está em conversação com a atual Secretária Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Petrúcia de Melo Andrade, para apresentação da conclusão de seus estudos àquela Secretaria, uma vez que trata-se de tese inovadora e propositiva sobre tema ainda pouco refletido.
 
O juiz Deni Luis Dalla Riva, da Infância e Juventude da comarca, lembra que o serviço vem obtendo conquistas e se solidificando ao longo do tempo.“O Família Acolhedora pertence à comarca e existe para o bem das crianças que dele precisam. Os administradores entendem isso, porque vêem os resultados, e cada gestão acaba colocando seu tijolinho nessa edificação”.
 
Deni lembra também que várias foram as conquistas e cita a remuneração da Família Acolhedora, mesmo quando não está acolhendo; a isenção de IPTU do imóvel da Família Acolhedora; o descanso anual remunerado; e a equipe técnica própria e concursada.
 
Saiba mais - Prestes a completar 17 anos de existência, período no qual nenhuma criança em situação de vulnerabilidade da comarca foi institucionalizada, o Acolhimento Familiar de Camapuã se caracteriza pela conscientização da rede municipal de proteção à criança e pela valorização dos profissionais que executam o acolhimento.
 
Por meio deste serviço, famílias residentes no município, selecionadas criteriosamente por equipe técnica, passam a integrar o programa e são capacitadas e remuneradas para receber crianças e adolescentes afastadas pela justiça da família de origem. O acolhimento é temporário e dura até que seja possível a reintegração familiar ou o encaminhamento à adoção.
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