Sonora: Acontece nesta terça seminário de prevenção ao suicídio e automutilação

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Evento acontece no plenário da Câmara às 18h30, aberto ao público, participe e leve seus filhos.

10/09/2019 às 10:55 | do Idest, Eder Pereira

Para abordar um tema bem recente e presente nos dias de hoje, psicólogos da prefeitura municipal de Sonora, realizam o 1º Seminário Municipal de Prevenção ao Suicídio e Automutilação, nesta terça-feira (10) às 18h30 no auditório da Câmara de Vereadores de Sonora. 

O evento faz parte da programação do Setembro Amarelo, mês de prevenção ao Suicídio e Automutilação. Ao todo serão três palestrantes que abordaram diversos temas direcionados a infância e a juventude, suas causas e tratamento e a importância da família na identificação e tratamento. 

Palestrantes e seus temas 

 

Franciele Regina G. Siviero

  • Psicóloga Especialista em Saúde Mental e atendimento Psicossocial.
  • Tema: Razões Psicossociais que causam a Desesperança.

 

Milena Escobar

  • Psicoterapeuta Cognitivo Comportamental.
  • Tema: Automutilação na Infância e Adolescência.

 

Anna Carolina Couto

  • Psicóloga Clinica
    Tema: A Importância da Família, no apoio a Pessoa com pensamento suicida e Automutilação.

 

Prevenção

Nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. O dado, da Organização Mundial da Saúde (OMS), indica que a prevenção é fundamental para reverter essa situação, garantindo ajuda e atenção adequadas.

A primeira medida preventiva é a educação. É preciso perder o medo de se falar sobre o assunto. O caminho é quebrar tabus e compartilhar informações. Esclarecer, conscientizar, estimular o diálogo e abrir espaço para campanhas contribuem para tirar o assunto da invisibilidade e, assim, mudar essa realidade. 

Hoje, 32 brasileiros se suicidam diariamente. No mundo, ocorre uma morte a cada 40 segundos. Aproximadamente 1 milhão de pessoas se matam a cada ano. Sabe-se que os números são muito maiores, pois a subnotificação é reconhecida. Além disso, os especialistas estimam que o total de tentativas supere o de suicídios em pelo menos dez vezes.  

Mas como buscar ajuda se muitas vezes a pessoa sequer sabe que pode receber apoio e que o que ela sente naquele momento é mais comum do que se divulga? Ao mesmo tempo, como é possível oferecer ajuda a um amigo ou familiar se também não sabemos identificar os sinais e muito menos temos familiaridade com a abordagem mais adequada?

É fato que o suicídio é um fenômeno complexo, de múltiplas determinações, mas saber reconhecer os sinais de alerta pode ser o primeiro e mais importante passo.

Isolamento, mudanças marcantes de hábitos, perda de interesse por atividades de que gostava, descuido com aparência, piora do desempenho na escola ou no trabalho, alterações no sono e no apetite, frases como “preferia estar morto” ou “quero desaparecer” podem indicar necessidade de ajuda. 

O suicídio é um ato de comunicação. Quem se mata, na realidade tenta se livrar da dor, do sofrimento, que de tão imenso, parece insuportável.

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