Sonora: Mães de autistas reúnem com vereadores e dizem que seus filhos merecem mais atenção

Imagem: do Idest, Eder Pereira

As mães pedem também e em especial, que seja montada uma equipe multidisciplinar, que possam atender as demandas das crianças na cidade, evitando viagens longas e cansativas para outras cidades.

06/12/2018 às 13:57 | do Idest, Eder Pereira

Na manhã desta quinta-feira (06), mães de crianças e jovens autistas acompanhadas de profissionais, se reuniram na Câmara com os vereadores Ezequiel Reginaldo dos Santos (PSB) e Rephael de Lemos (MDB) para pedir apoio aos parlamentares na elaboração de um Projeto de Lei, que possa garantir o atendimento mínimo a seus filhos, na educação e na saúde com Fonoaudiólogo, Neurologista e professores que tenham a qualificação necessários para o trato com autistas.

Algumas mães representando mais de 100 crianças que apresentam o quadro de autismo em Sonora, pediram entre outras reivindicações, a melhora no atendimento escolar, com professores qualificados para tratar seus filhos, caso por caso.

A gerente de educação que também participou da reunião, Graziele Souza Luz, disse que hoje já existe um atendimento básico as crianças dentro da escola, com assistentes educacionais. Ela destacou que estes assistentes são estudantes de Pedagogia e que podem dar a atenção necessária aos autistas estudantes.

Uma das professoras que estavam presentes e que já fazem um trabalho com crianças autistas, Solange Muniz, destacou que somente os assistentes não é o bastante para atender a demanda das crianças na rede municipal de ensino, é preciso professores formados, experientes e que tenha o mínimo de formação nesta área.

Uma das mães, complementou a fala da professora dizendo que seus filhos ao não receberem a devida atenção de profissionais, no contexto geral, como educadores capacitados, fonoaudiólogos e psicólogos, o aprendizado, além de não progredir, eles regridem e atividades normais do dia a dia começam a ser impossíveis.

O presidente da casa de Leis, Ezequiel, parabenizou a iniciativa das mães e o trabalho dos profissionais que já fazem este atendimento na cidade.

“A demanda é muita para poucos profissionais, nos sabemos, mas o problema se arrasta a anos e nada foi feito e nós temos o dever de fazer algo. Vamos conversar com o prefeito, com todos os profissionais e com certeza vamos elaborar um projeto coeso, dentro dos parâmetros legais, sociais e que possa ser realizado pelo executivo municipal”, disse Ezequiel.

Raphael comentou que até uma audiência publica pode ser marcada e nela retirar todos os pontos possíveis e que garantem o atendimento mínimo as crianças e suas famílias.

“Nesta audiência publica terá nós, representante do Ministério Público, do Executivo, mas a sociedade terá que participar, assim como os pais e os profissionais da área. Existem muitas possibilidades, mas as vezes só uma poderá ser executada e esperamos que seja não a melhor para um, mas todos”, comentou Raphael.

Projetos já realizados em outros estados foram apresentados aos vereadores e um pré-projeto deverá ser encaminhado ao Legislativo já no inicio de 2019. As mães pedem também e em especial, que seja montada uma equipe multidisciplinar, que possam atender as demandas das crianças na cidade, evitando viagens longas e cansativas para outras cidades.

A gerente de Educação destacou as dificuldades financeiras de contratação de mais profissionais, mas disse que irá trabalhar junto com o legislativo para sanar os problemas existentes e que a prefeitura sempre vem investindo no social, na educação e na saúde para todos possam ser atendidos com qualidade, mas que de uma vez não se pode fazer, devido as limitações financeiras e burocráticas.

Uma nova reunião deve ser marcada com o prefeito Enelto Ramos da Silva e assim juntada a notificação da Promotoria de Justiça e os projetos de outras cidades e posteriormente a confecção do PL ou marcado a data para a audiência publica.

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