Vídeo feito por presidente de ONG denunciando pesca predatória em Coxim é fraude, diz PMA

PMA afirma que encaminhou caso à Delegacia de Polícia Civil e ao Ministério Público para apuração dos crimes de pesca predatória e denunciação caluniosa.

18/07/2019 às 14:58 | do Idest, JWC

Foto: Reprodução vídeo

A Polícia Militar Ambiental de Coxim informou na manhã desta quinta-feira (18), que o vídeo postado em redes sociais no último domingo (14), denunciando duas pessoas que estariam em uma canoa praticando pesca com redes (petrechos proibidos) no rio Taquari, e feito pelo presidente da Organização Não Governamental (ONG) Bocas Abertas do Caronal, Marcio Ferreira Vaz de Souza, é uma fraude, alertando que o mesmo poderá responder por crimes, dentre eles denunciação caluniosa.

De acordo com a PMA, no vídeo, o presidente da Organização Não Governamental informa que fez denúncias às autoridades e, como não houve providência, foi para o rio no dia 3 de julho de 2019 e filmou dois elementos passando arrastão no rio Taquari. Por fim, cobra providências da Polícia Militar Ambiental, da Promotora de Justiça e do Governador.

Após receber a denúncia, a PMA passou a tentar localizar os pescadores pelas características da canoa e nesta quarta-feira (17) localizaram a embarcação em uma chácara a 25 quilômetros da cidade. Ao ser interrogado, o proprietário da canoa, de 56 anos, afirmou que a possui há mais de 40 anos, o mesmo tempo em que mora naquela chácara e é ribeirinho. Disse que não pratica pesca predatória e que empresta a canoa para conhecidos.

Segundo relato do ribeirinho aos policiais, ele conhece o Presidente da ONG há um ano e, no dia 3 de julho, estava em sua canoa praticando pesca artesanal, quando ele chegou acompanhado de três pessoas e solicitou a embarcação para realizar uma pescaria. O ribeirinho disse que emprestou a embarcação e foi então para sua casa almoçar e voltou por volta da 15 horas, porém, o pessoal não estava mais no local. Somente pelas 18 horas apareceram para devolver a canoa. Ele afirma que naquele dia não havia ninguém no rio, além das pessoas a quem emprestou a embarcação.

Ainda segundo os relatos do ribeirinho, na terça-feira (16) seu irmão o mostrou o vídeo e que reconhece a canoa como de sua propriedade e que, pelas roupas, tratavam-se das pessoas que apareceram com o presidente da ONG. Verificando fotos das pessoas que costumam andar com o presidente, reconheceu dois elementos, como sendo os que estavam na pescaria no dia do empréstimo da embarcação.

De acordo com a PMA, o depoimento da testemunha foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil e ao Ministério Público para apuração dos crimes de pesca predatória e denunciação caluniosa e, dependendo, até de associação criminosa. Na instância administrativa, a PMA efetuará um auto de infração por pesca predatória para cada um dos participantes. A multa administrativa prevista é de R$ 700,00 a R$ 100.000,00.

Nossa equipe não conseguiu localizar o presidente da ONG para que ele se manifestasse sobre o caso.

Confira o vídeo abaixo:

 

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