Laudo confirma asfixia em morte de mulher por namorado e tentativa de estrangulamento da filha dela

Imagem: Reprodução/TV Morena

Investigação ainda afirma que, no caso da filha dela, o documento ainda não ficou pronto, porém, ficou visível a marca no pescoço na adolescente. Caso é tratado como feminicídio.

12/06/2019 às 07:34 | G1MS

Laudo pericial confirma asfixia com estrangulamento como causa da morte de Erica Aguillar Pereira, de 39 anos, na madrugada desta terça-feira (11), em Campo Grande. A investigação ainda afirma que, no caso da filha dela, o documento ainda não ficou pronto, porém, ficou "visível" a marca no pescoço na adolescente.

"O laudo aponta a morte por asfixia no caso da vítima, sendo que os exames não apontam violência sexual no caso dela. Com relação a menina, ficou visível que ele tentou estrangular. A adolescente foi ouvida, liberada e entregue para a família", ressaltou a delegada Joilce Ramos, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

Sobre os antecedentes criminais do suspeito, que já é considerado foragido da Justiça, a polícia fala que o crime de estupro ocorreu em 2009. "Nessa situação ele amarrou e a ameaçou com uma faca, cometendo o estupro em seguida. A vítima prometeu não denunciar e por isso ele a liberou na época, mas, foi preso em flagrante", finalizou Ramos. 

Vasta ficha criminal 

O suspeito de matar Erica já foi condenado por homicídio em 2006. Segundo o processo, ele é condenado por matar um homem enquanto tentava atingir outro, em 2004.

Na ocasião do julgamento em 2006, ele tinha passagens pela polícia por porte ilegal de arma, roubo, receptação, recusa de dados sobre a própria identidade e desacato. De acordo com a Polícia Civil, ele tem também passagens por estupro em 2008 e tráfico de drogas em 2010. 

Entenda o caso 

Além do assassinato de Erica, ele tentou matar a filha dela, de 14 anos. Foi o filho mais novo da vítima, de 5 anos, que viu o suspeito em cima da irmã e gritou. Ele fugiu em seguida.

Segundo relato da adolescente a uma testemunha, ele teria levado a família "para comer um lanche" e quando retornaram à casa, cometeu o crime. A polícia foi acionada pela testemunha, uma vizinha, e ao chegar no local encontraram a mulher morta em cima da própria cama, com os braços amarrados no móvel com lençóis e parte da roupa abaixada. Já a menina tinha marcas de esganadura no pescoço.

O caso está sendo tratado como feminicídio. Até o momento, a investigação aponta que eles tiveram um relacionamento, terminaram há pouco tempo e estavam tentando reatar.

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