Camapuã: Polícia investiga se corpo desovado é de homem desaparecido há mais de um mês

Imagem: Divulgação

Corpo foi encontrado despedaçado em fazenda ao lado de onde Elizeu trabalhava.

09/07/2019 às 10:58 | Midiamax

A Polícia Civil de Camapuã investiga se um corpo despedaçado encontrado na última sexta-feira (06) em uma vala, em uma fazenda em Camapuã, pode ser de Elizeu Emiliano da Silva, de 45 anos, desaparecido desde o dia 6 de junho.

O corpo estava em uma vala, em fazendo próxima de onde Elizeu trabalhava. De acordo com o delegado responsável pela investigação, Leonardo Antunes, o corpo apresentava características de ter sido desovado e de que teria ocorrido uma morte violenta.

“A princípio, tudo levar crer que o corpo foi desovado em uma vala. Não eram características de uma morte natural”, aponta Antunes. Segundo ele, o corpo também estava despedaçado e com algumas partes desaparecidas. “Mas não é possível dizer que a vítima foi esquartejada, já que devido ao estado de decomposição, algum animal pode ter mexido nos restos”, ressalva.

A Polícia Civil trabalha fortemente com a hipótese de que o corpo seja de Elizeu e solicitou realização de exame de DNA para ter a confirmação. A Perícia foi acionada e recolheu as partes do corpo e levaram ao Instituto Médico Legal (IML) em Coxim, onde o exame será realizado e deve sair nos próximos dias. Devido ao avançado estado de decomposição, é possível que a causa da morte não seja esclarecida. Porém, a Polícia Civil já tem uma linha de investigação, conforme adiantou o delegado.

Relembre o caso

De acordo com a família de Elizeu, o último contato ocorreu em 6 de junho. Ele é natural de Coxim, mas trabalha em uma fazenda em Camapuã há aproximadamente 1 ano e meio. A família admite a possibilidade da morte de Elizeu, já que ele não teria costume de não se comunicar com familiares.

Elizeu teria saído para uma área de pasto para apartar gado e teria avisado uma irmã que ficaria alguns dias sem se comunicar. Porém, após algum tempo, os cachorros que o acompanhavam chegaram na fazenda vizinha famintos, o que fez um funcionário comunicar a patroa de Elizeu.

Segundo a família, a proprietária da fazenda chegou a ir até o local onde Elizeu deveria estar e percebeu que até mesmo o cavalo e o trator que Elizeu utilizava estavam lá, o que não indicaria, em tese, que o homem teria fugido. Ela teria entrado em contato com familiares em busca de informações e registrou o boletim de ocorrência.

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