Bandeirantes e São Gabriel foram alvos de quadrilha especializada em furtos a caixas eletrônicos

Imagem: Valdenir Rezende/Correio do Estado

Quadrilha praticou 11 furtos em bancos mas só conseguiu faturar R$ 2 mil. Dois irmãos foram presos; outros dois já estavam na prisão e três seguem foragidos.

10/05/2019 às 13:48 | Correio do Estado

Parte da quadrilha especializada em furtos a caixas eletrônicos foi presa pela equipe da Delegacia de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) na tarde do dia três de maio em Campo Grande. O grupo atuava desde fevereiro e praticaram onze furtos denominado pela polícia como furto “pescador” em seis cidades diferentes, sendo Campo Grande, Aquidauana, Bandeirantes, São Gabriel, Sidrolândia e Nova Alvorada do Sul. Mesmo passando por várias agências bancárias, a quadrilha conseguiu arrecadar apenas R$ 2.014,00 com a prática criminosa.

Os integrantes da quadrilha, um tanto quanto peculiares, utilizavam ferramentas artesanais para a prática dos crimes. Ao todo, usavam duas réguas maiores, feitas de Laminado melamínico e alumínio. O material era utilizado para puxar envelopes que eram depositados após o expediente de cada banco alvo dos bandidos. Para entrar na agência, as réguas dobráveis eram colocadas dentro da calça e as de material mais firme era colocada dentro de uma capa de violão carregada por um dos bandidos para não levantar suspeita. Os materiais utilizados foram apreendidos.

A QUADRILHA
Juan Daniel da Silva Capuzzelo, de 33 anos, considerado o “cabeça” da quadrilha, que já estava recluso no presídio de Segurança Máxima, Erick Matheus da Silva Ferreira, 21 anos, e os irmãos Luiz Fernando da Silva Cavalheiro, 23 anos, estudante de Direito e motorista de aplicativo e Luiz Gustavo da Silva, de 22 anos estão presos. Atilano Batista da Costa, o “Gordão do Uber” preso na semana passada pela Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv) ao participar de outra quadrilha que praticava roubos de carro através de aplicativo de corrida. Ele teria entrado no lugar de Luiz Fernando que ficou com medo e teria desistido de praticar os crimes. Outros três integrantes da quadrilha, Erick, “Nego Jóia” e outro não qualificado pela polícia estão foragidos. 

INVESTIGAÇÕES
De acordo com o delegado Fábio Peró, responsável pelas investigações, em fevereiro deste ano Juan e a mulher, ambos de São Paulo,  foram presos praticando a mesma modalidade do furto.

Após a prisão do casal, houveram várias ocorrências da mesma modalidade e foi identificado que o material (régua artesanal) utilizado nas ocorrências, era o mesmo que Juan e a mulher utilizada. As investigações voltaram para o casal e onde o suspeito, Erick irmão de Juan foi descoberto. Ele veio de São Paulo a Mato Grosso do Sul para “ensinar” e recrutar pessoas para a prática criminosa.

Depois de Erick os outros suspeitos foram capturados. “Eles se alternavam para praticar os roubos. Foram aprimorando a técnica, porque faziam uma série de tentativas mas quebravam as réguas e só depois de muita tentativa desenvolveram a régua de alumínio. No dia que foram presos disseram que a partir daquele dia iam ganhar dinheiro, mas felizmente o Garras identificou e os prendeu antes dessa hora”, concluiu o delegado.

A equipe do Garras segue agora na procura dos três foragidos, Erick de camiseta azul que utiliza em uma das pernas uma prótese, “Nego Jóia” camiseta vermelha e outro integrante (camisa listrada) ainda não identificado. A polícia divulgou imagens de câmeras de segurança dos bancos para ajudar na busca pelos suspeitos.

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