Adolescentes e jovens são vítimas de vídeos ofensivos e Polícia Civil faz alerta

Imagem: Reprodução

Adolescentes de várias cidades, entre elas as da região norte de Mato Grosso do Sul, como São Gabriel do Oeste, Rio Verde, Coxim e Sonora estão sendo vítimas desses vídeos ofensivos.

09/01/2019 às 12:44 | do Idest, JWC

Adolescente e jovens de cidades de todo o Estado de Mato Grosso do Sul, estão sendo vítimas de vídeos ofensivos divulgados em redes sociais denegrindo a imagem dos menores. São fotos e frases ofensivas. O caso vem revoltando tanto os pais, que muitos resolveram procurar as delegacias de polícia de suas cidades para denunciar o caso.

De acordo com a polícia, criar e divulgar este tipo de vídeo se enquadra em crime contra a honra. São vídeos com coletâneas de fotos de meninas e mulheres, em sua maioria menores de idade, com a denominação de “marmitas de determinada cidade”, ao som de músicas ofensivas, supostamente fazendo referência às vítimas. Há também outros vídeos, como “cornos de determinada cidade”, igualmente pejorativos.

Um jovem morador de Sonora, que aparece em um dos vídeos, relatou ao Idest que ele e seus amigos, também vítimas, irão procurar procurar seus direitos e querem justiça. "Queremos justiça! Além de sujarem a imagen de jovens que todos conhecem, agora eles não podem sair na rua porque todos tiram sarro. Tem meninas que estão se cortando, outras que não fazem mais nada com medo", relatou o jovem.

A delegada da Polícia Civil de Rio Verde de Mato Grosso, Andressa Vieira, pede para as pessoas que recebem estes vídeos, pensar na vítima e não compartilhar, pois, a prática de criar e divulgar este tipo de vídeo, além de ser moralmente reprovável, pode constituir crime contra a honra majorado pelo uso de meio que facilite a divulgação. Ainda, a conduta poderá ser tipificada no novo crime do artigo 218-C, do Código Penal – “Divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável, de cena de sexo ou de pornografia”, com pena de um a cinco anos - se o vídeo ou registro audiovisual fizer apologia ou induzir à prática de estupro ou estupro de vulnerável.

A delegada destaca, ainda, que os autores de cybercrimes costumam se esconder em uma falsa sensação de anonimato e se aproveitam para realizarem as mais diversas ofensas, além de fraudes, via meio eletrônico. No entanto, vem se aprimorando os meios para descoberta e responsabilização de tais autores. Além do estabelecimento de sanção penal pela Justiça Penal, as vítimas podem requerer reparação indenizatória em âmbito cível, em caso de dano moral. Para tanto, devem procurar uma Delegacia de Polícia e registrarem a ocorrência policial. 

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