Em uma década, produção de soja e milho de MS deve aumentar em 6,5 milhões de toneladas

Imagem: Reprodução/TV Morena

Dados são de estudo do MAPA e da Embrapa e apontam que o crescimento da produção vai ocorrer em razão do aumento da área cultivada e do incremento na produtividade.

07/08/2018 às 11:30 | G1MS

Em um intervalo de dez anos, a produção de soja e milho de Mato Grosso do Sul deve dar um salto de 35,36%, passando dos atuais 18,590 milhões de toneladas, do ciclo 2017/2018 para 25,164 milhões de toneladas, na temporada 2027/2028, o que representa um incremento de 6,574 milhões de toneladas.

Os números são do estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2017/18 a 2027/28 da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA e da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (SIRE/Embrapa).

A pesquisa utilizou dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Embrapa, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), FAPRI (Food and Agricultural Policy Research Institute) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (United States Department of Agriculture/USDA, sigla em inglês).

O levantamento aponta que o crescimento de produção vai ocorrer em razão do aumento da área cultivada e também do incremento na produtividade. No caso da soja, por exemplo, a área cultivada em Mato Grosso do Sul deve passar nesta década de 2,671 milhões de hectares para 3,449 milhões de hectares, 29,1% a mais, enquanto que a produção deve dar um salto de 9,560 milhões de toneladas para 12,791 milhões de toneladas.

Mesmo com esse acréscimo, Mato Grosso do Sul deve se manter, de acordo com a projeção, como o quinto maior produtor da oleaginosa, atrás de Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás.

Já a área plantada com milho deve crescer 28,4%, de 1,705 milhão de hectares para 2,189 milhões de hectares, enquanto que a produção deve subir 37%, de 9,030 milhões de toneladas para 12,373 milhões de toneladas. Com esse incremento, o estado deve passar do quarto para o terceiro maior produtor nacional do cereal, superando Goiás no ranking.

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