Com 4ª maior área agro, MS vê pastagens encolherem para aumento de lavouras e florestas plantadas

Imagem: Divulgação/Fibria

Dados preliminares são do Censo Agro 2017, do IBGE, divulgados nesta quinta-feira (26), em Campo Grande.

27/07/2018 às 07:35 | G1MS

A agropecuária ocupa uma área de 29,159 milhões de hectares em Mato Grosso do Sul. É a quarta maior extensão do país, sendo superada apenas por Mato Grosso, com 54,830 milhões de hectares, Minas Gerais, com 37,900 milhões de hectares e Pará, com 29,677 milhões de hectares. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26), como resultados preliminares do Censo Agro 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A área ocupada pelo agro em Mato Grosso do Sul é maior, por exemplo, que toda a extensão territorial do Reino Unido, que tem aproximadamente 24,411 milhões de hectares. Apesar dessa dimensão, o levantamento apontou que em um intervalo de 11 anos, entre os censos de 2006 e de 2017, o território da agricultura e pecuária no estado encolheu 3,7%, o equivalente a 1,114 milhão de hectare.

Em contrapartida, o número de propriedades rurais na comparação deste mesmo intervalo de tempo aumentou 9%, passando de 64.864 para 70.710. De acordo com o IBGE, houve uma pequena redução no número de estabelecimentos de grande porte (com mais de mil hectare), de 6.661 para 6.619 e um salto na quantidade das pequenas propriedades (com menos de dez hectares) de 13.398 para 18.631, nestes 11 anos.

 
Área cultivada com lavouras temporárias, como a de soja também cresceu no estado, aponta o Censo Agro (Foto: Reprodução/ TV Morena)

Área cultivada com lavouras temporárias, como a de soja também cresceu no estado, aponta o Censo Agro (Foto: Reprodução/ TV Morena)

Além de mais propriedades rurais, houve uma mudança também no perfil destes estabelecimentos, conforme o Censo do IBGE. A área de pastagens plantadas caiu 14,3%, recuando de 14,834 milhões de hectares para 12,706 milhões de hectares e houve, por outro lado, uma expansão das áreas destinadas a lavouras permanentes de 155%, de 61,593 mil hectares para 157,087 mil hectares; de 54,99% nas lavouras temporárias, de 2,178 milhões de hectares para 3,377 milhões de hectares e de 809%, no cultivo de florestas plantadas, de 104,553 mil hectares para 950,420 mil hectares.

Esse aumento no cultivo de florestas, com grande parte da produção sendo destinada ao polo industrial da celulose, instalado na região leste de Mato Grosso do Sul, faz do estado o terceiro do país em número de pés de eucalipto, conforme o Censo, com 1,173 milhão de árvores desta espécie.

Das cinco cidades brasileiros com maior quantidade de pés de eucalipto, quatro são de Mato Grosso do Sul: Três Lagoas (primeira), com 267,993 mil; Ribas do Rio Pardo (segunda), com 204,604 mil; Selvíria (terceira), com 194,615 mil e Brasilândia (quinta), com 156,530 mil.

Apesar do recuo na área de pastagens, o estado, conforme o Censo, tem o terceiro maior rebanho bovino do Brasil, com 18,159 milhões de cabeças, e ainda o município com a maior quantidade de animais, Corumbá, com 1,571 milhão de cabeças.

 
Apesar da redução da área de pastagens, MS continua tendo o terceiro maior rebanho bovino do país e o município com a maior quantidade de animais, Corumbá (Foto: Anderson Viegas/G1 MS)

Apesar da redução da área de pastagens, MS continua tendo o terceiro maior rebanho bovino do país e o município com a maior quantidade de animais, Corumbá (Foto: Anderson Viegas/G1 MS)

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